Deus e o sofrimento - Parte Final (Peter Kreeft) Patrick Santos
O que, em outras palavras, isso significa para o sofrimento como “desnecessário ou errado?” Como Isso é determinado? Contra qual padrão? Seu padrão privado não significa nada. Meu padrão privado não significa nada. Podemos falar significativamente sobre o sofrimento sendo “desnecessário” ou “errado” só se tiver uma crença subjacente de que um padrão do certo e errado objetivamente existe. E se esse padrão realmente existe isso significa que há um Deus.
Além disso, o crente em Deus tem um tempo incomparavelmente mais fácil do que o ateu psicologicamente, bem como logicamente, em lidar com o problema do sofrimento natural. Se você aceitar que um bom Deus existe, é possível também crer que esse Deus de alguma forma define coisas certas, se não neste mundo, então no próximo. Para o ateu, por outro lado, nenhum sofrimento é sempre definido. Não há justiça final. O mal vence e o bem sofre. Terremotos e câncer matam. Fim da história. Literalmente.
Se a natureza é tudo que existe, como pode uma pessoa sensível permanecer sã em um mundo no qual tsunamis varrem cidades inteiras, homens maus torturam e assassinam vítimas inocentes, e doenças atacam as pessoas indiscriminadamente? A resposta é: não é possível. É assim que você quer viver?
Peter Kreeft.
31 Mar 2021
Deus e o sofrimento - Parte 3 (Peter Kreeft) Patrick Santos
Quanto ao sofrimento natural, esse se apresenta com o que parece ser uma questão mais difícil. Nós vemos uma criança inocente sofrer, digamos, de uma doença incurável. Nós questionamos. Compreensível. ”Nós não gostamos disso”. Compreensível. Nós sentimos que é errado, injusto, e não deveria acontecer. Compreensível. Porém ilógico, a menos que você creia em Deus. Pois, se você não acredita em Deus, seus sentimentos subjetivos são a única base sobre a qual você pode se opor ao sofrimento natural. Entendo você não gostar disso. Mas como é esse seu “não gostar de algo” evidência para a não existência de Deus? Pense sobre isso. É exatamente o oposto.
Nosso julgamento de bem e mal – natural e humano – pressupõem Deus como o padrão. Se não há Deus, não há nem o bem nem mal. Existe apenas a natureza fazendo o que ela faz. Se a natureza é tudo que existe, não há absolutamente nenhuma necessidade de explicar por que uma pessoa sofre e outra não. Sofrimento injusto é um problema só porque temos uma noção do que é justo e injusto. Mas de onde vem esse senso? Certamente, não da natureza. Não há nada simplesmente sobre a natureza. A natureza é apenas uma questão de sobrevivência.
30 Mar 2021
Deus e o sofrimento - Parte 2 (Peter Kreeft) Patrick Santos
Primeiro, vamos examinar o que queremos dizer quando dizemos que Deus não permitiria o sofrimento injusto. Existem duas categorias de sofrimento: O sofrimento causado por seres humanos, a que chamamos de males morais e os sofrimentos causados pela natureza, terremotos ou câncer.
O livre-arbítrio explica como Deus pode ser bom e permitir o mau moral. Devido Deus ter dado às pessoas livre-arbítrio, elas são livres para se comportar contra a vontade de Deus. O fato de que elas praticam o mal não prova que Deus não é bom. Além disso, se Deus não existisse, não haveria nenhum padrão absoluto de bondade. Todo julgamento pressupõe um padrão. E isso é verdade dos nossos juízos morais também.
Qual é o nosso padrão para julgar que o mal é mal? O máximo que se poderia dizer sobre o mal – se não houvesse Deus – seria que nós, em nossos gostos subjetivos, não gostássemos quando as pessoas fizessem certas coisas para outras pessoas. Nós não teríamos uma base para dizer se um ato é “mau” só porque não gostamos daquilo. Portanto, o problema da maldade humana só existe se Deus existe.
Host of Discipulado Apologetico?
Claim your podcast to manage its listing and keep your show details accurate.
Pod Engine is an independent podcast discovery and analytics service and is not affiliated with or endorsed by this podcast. Artwork and show content belong to their owners. Full legal notice.