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- Episodes
- 2020
- First episode
About Conversa Ordinária
Buscando encontrar soluções para os problemas sociais, iniciando os debates a partir do ponto de vista do preto. Sempre com comentários aleatórios sobre fatos estapafúrdios feitos por gente ordinária através de opiniões irrelevantes.
- Publisher
- ConversaOrdinaria
- Category
- society & culture
- Language
- pt
- Explicit
- No
- First episode
- 31 Mar 2020
- Latest episode
- 10 Feb 2021
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10 Feb 2021
Conversa Ordinária - É possível aquilombar-se em espaços de ódio?
Na nossa conversa ordinária semanal vamos reunir nosso coletivo para debater e buscar entender se é possível aquilombar-se em espaços de ódio? Diante dos fatos recentes, vamos discutir se podemos nos sentir pertencentes a um grupo quando o mesmo é formado por indivíduos autocentrados, em busca de afirmação contínua e buscando impor suas vontades aos demais membros. Como podemos agir para fugir do ideário do preto monolítico ao qual a sociedade dispensa apenas dois papéis: o do capitão do mato e o do preto cordato? Como lidar com a desqualificação recorrente dos nossos discursos e posições? Principalmente quando isso se dá entre nossos pares, como se houvesse um ranking de quem é mais preto ou que nossas experiências precisassem de validação exterior para que tenham a mínima relevância em uma estrutural social racista, onde somos rechaçados paulatinamente? Como não cair na armadilha social criada pelo lugar de fala e não se tornar o senhor da razão e única pessoa com autoridade para falar de assuntos e ignorar a opinião alheia? E como criar um ambiente salutar, na era do bullying e das redes sociais, quando o egoísmo e o narcisismo dominam a sociedade? Muitas perguntas? Então vem com a gente tentar encontrar as respostas. Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br (https://www.youtube.com/redirect?event=video_description&redir_token=QUFFLUhqbGxWOG01cDY0U3NKRmVqeHE0ZXJ6amd3WC1nZ3xBQ3Jtc0ttQjVzbDlkdUpmQmozaFBYYV9PYmdNOVRiZmUxb0o0bXdwZXBTRzJGYWFsSlRGTEJJWnluY2JMaEVGRDc3Tmdwc0VOZ29sNTB6cG5WSjZ6Yk96QlUtNVVVR2duazFDMFA2ME5vUWRiUUZpWjZCMV9UQQ&q=https%3A%2F%2Fwww.conversaordinaria.com.br%E2%80%8B) e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria (https://www.youtube.com/redirect?event=video_description&redir_token=QUFFLUhqbGFMVkQ4VnBvV3JkOWR1bjZybzVqdFhkT0hPUXxBQ3Jtc0tuNjY0eWtXV0lqVnhKSkZFQlB3bUNfNlRPTGVsVlBQdVlqdzhRMnpwbXBYaDVsQjhscHdCZnVBQVlmUDBaOWw1eFM5MWg0cHJDdkZGblJETzV2eDdYRWZtVjVSZGlrN2p5QTI3WVFmRHFweW5GRWFiSQ&q=https%3A%2F%2Fwww.apoia.se%2Fconversaordinaria)

3 Feb 2021
Conversa ordinária - Afinal, quem somos nós?
Para marcar a volta do Conversa Ordinária para esse ano de 2021, escolhemos o dia de Iemanjá. Não por uma questão religiosa, mas sim por uma questão de identidade cultural e forma de mostrar como os símbolos negros, apesar de demonizados, são fundamentais na construção sociocultural desse país. Mesmo para o pentecostal carioca, o dia de São Jorge é importante para sua formação e definição como indivíduo. “Nossa Conversa Ordinária mudou”... essa frase é corriqueira dentro do nosso coletivo. E que bom que mudamos! 2021 chegou, o ano mudou, mas se não promovermos mudanças pessoais, não nos permitirmos a transformação... nada vai mudar! Em 2020, no inicio do projeto Conversa Ordinária tínhamos como meta encontrar “soluções para os problemas sociais a partir do debate do racismo”, tá escrito lá no nosso manifesto. Mas dentre as inúmeras lições que aprendemos em 2020, a principal foi compreender que buscar essas “soluções” era pular uma fase importante: o caminho! Mais importante que descobrir onde chegaremos ... é o caminho (ou caminhos) que percorremos! Ver a beleza de sentir, se afetar, aprender e desaprender com todos os processos e pessoas que cruzam esse caminho. Foi o que fizemos no Conversa Ordinária em 2020, pela troca com os convidados, por escutar os potentes relatos com cuidado e atenção, e reconhecer nas inúmeras propostas para a luta antirracista que não existe uma solução, existem caminhos, existe uma rica pluralidade preta, existe força na ancestralidade e também no afrofuturismo... passado, presente e futuro nos lembram que a maior prova de resistência preta é justamente nos manter vivos, produtivos e atentos ao nosso apagamento. Nosso 2021 começou com mais uma criança preta perdendo a vida por uma bala “perdida” no Rio de Janeiro... uma bala que tem um “caminho” muito mais complexo que a trajetória do projétil feito por qualquer pericia policial. A estrutura racista sempre nos lembra, da maneira mais violenta possível, que nossa existência é incômoda, descartável e superficial para a branquitude colonial. O caminho do ódio e da raiva, para combater esse embraquecimento genuíno, precisa ser respeitado e aceito como uma resposta visceral à violência diária que pretes vivem no cotidiano. Mas existem outros caminhos pra além da raiva e ódio... que também são válidos na luta antirracista! O caminho do afeto, o caminho aberto pelo poder do sorriso, o caminho do diálogo... o caminho fruto de transformações sociais! Potencializar nossos saberes pra além de qualquer forma de silenciamento da estrutura.... o orgulho preto! Orgulho de sermos fotógrafos sensíveis, cozinheiros ou cozinheiras que ensinam e aprendem sobre a cultura afro-brasileira, cantoras que encantam com poesia e vozes marcantes, professores que ensinam sobre protagonistas pretos e outras narrativas históricas, artesãs que pensam a moda preta e a ancestralidade, pretes com a consciência e orgulho de seus cabelos, roupas, acessórios, crenças, discursos e imagens. Temos direito a existir plenamente e exercer nossa cidadania... ter apoio para nossa saúde mental, tempo e espaço de lazer, sermos agentes e consumidores de cultura de todas as esferas. Ganhar visibilidade sendo ultramaratonista, cervejeiro, ilustrador ou ator circense que leva sorriso pra todo e qualquer lugar. Que em 2021 nós possamos nos alimentar de nossa pluralidade e usar o orgulho preto como um caminho possível para combater o racismo. Aprender a ouvir, trocar e nos transformar. Nossa Conversa ordinária mudou e vai mudar... vem com a gente! A partir dessa discussão vamos debater nossa identidade como indivíduos e coletivo, abrindo caminho para o nosso ano de 2021 Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br (https://www.conversaordinaria.com.br) e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria (https://www.apoia.se/conversaordinaria)

9 Dec 2020
Conversa Extraordinária - A arte, o lúdico e a gargalhada com Jessé Cabral
“O Rio é muito grande e o povo quer teatro na porta de casa. Teatro fixo poderá satisfazer uma parte, mas não todos. Para que, de modo geral, fiquem satisfeitos é necessário que o pavilhão vá a todos os lugares, em toda a parte.” Assim pensava Benjamin de Oliveira, ator, escritor, o primeiro palhaço negro do Brasil e o criador do circo-teatro brasileiro. Não subestime o poder de uma boa gargalhada... e não perca nosso próximo convidado na Conversa Extraordinária: Jessé Cabral. O lúdico como instrumento de transformação social e a arte circense como caminho para inclusão...são algumas das facetas desse ator, palhaço, escritor e compositor. Co-fundador da Cia. Artística Sol sem Dó e da Pé na Gira, Jessé é pai de 3 meninas e parceiro e companheiro de Leticia Lisboa, com quem também dividi a cena na pele dos palhaços Ambroxol e Neca de Catibiriba. O primeiro artista atuante de sua família, Jessé começou sua carreira como ator. Mas a palhaçaria surgiu como um caminho inspirador... e nos intervalos dos seus plantões, quando trabalhava na área de farmácia, no almoxarifado de alguns hospitais de Duque de Caxias, voltava para lá para fazer um trabalho voluntário com uma máscara de palhaço. Inspirado em Patch Adams e nos doutores da alegria, buscou se especializar em palhaçaria, e sua trajetória passa pelo curso Eslipa no Rio de Janeiro e uma temporada no circo de teatro Tubinho, em São Paulo. Assim como a reflexão de Benjamim de Oliveira, a arte de Jessé está sempre em movimento...trabalhando como palhaço nas ruas, com espetáculos e cortejos, assim como em trens e ônibus. A Cia “ Sol sem dó” promove encontros locais, em Duque de Caxias, de artistas populares, com oficinas e apresentações... trazendo um importante protagonismo circense e da arte de rua para a Baixada Fluminense. Uma conversa sobre a arte da palhaçaria, sobre os desafios da paternidade (típica e atípica) e a inclusão por meio da arte, sobre sua parceria inspiradora na vida e na arte, com a Leticia, na busca pelo equilíbrio e pela construção coletiva. Enfim... sobre a potência da arte de rua! Como nos ensina Milton: “Todo artista tem de ir aonde o povo está.” Não esqueça de nos seguir nas redes sociais, visitar nosso site https://www.conversaordinaria.com.br (https://www.youtube.com/redirect?redir_token=QUFFLUhqa2docDlVakcwNzNHck1qTXpGVmRpZE1yaFROUXxBQ3Jtc0tubXBUdmpULW9tUnF2R3liS2tyMjIxVnVON1k4bDFBbjdPMldLMnd3LWt1UkR1cGdCd1huRUlKU2xjMjk3eVZtMFkySzd3WkVlTFl4VWU1ampBN0VFWU5OYlIwS3JhVl9IZXloekg2SktQcVZKTC12NA%3D%3D&q=https%3A%2F%2Fwww.conversaordinaria.com.br&event=video_description&v=itvdW0MaYP8) e dar aquela força no nosso https://www.apoia.se/conversaordinaria (https://www.youtube.com/redirect?redir_token=QUFFLUhqa2lKRWdLbFVVdjV6TlBselBfWnNjS05WdVhnUXxBQ3Jtc0ttSlRFaFBoMXhxUWJBNFBmTmdOLWJha2tRN1JGTFdMb05BekNyc0gwblo0NTNmcEZZUzloa29MN2V3UXpLVXR0eW00YVlsWk9qZzVEZ1JfX0tHWHdjSkh1OFlOd05qbzJUdjJvTkNVcVNGU0hLMGZVaw%3D%3D&q=https%3A%2F%2Fwww.apoia.se%2Fconversaordinaria&event=video_description&v=itvdW0MaYP8)
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