Diz um adágio popular que no café salvamos o mundo. Partindo desta ideia, abrimos este espaço para refletir sobre problemas atuais e como lidamos com eles. Partimos de um tema e através de uma conversa despretensiosa, fazemos nossas reflexões em diálogo com obras de diversos autores.
Neste podcast os amigos Rooney Pinto & Pascoal Albuquerque conversam sobre os filósofos Antístenes de Atenas (445-365 a.C.) e Diógenes de Sínope (412-323 a.C.). Como tema central da conversa os papéis deste filósofos na origem do Cinismo enquanto pensamento filosófico e das particularidades destas duas personagens. Pascoal e Rooney levantam reflexões sobre as transversalidades das ideias da filosofia cínica e dos elementos simbólicos que trazem-nos reflexões bem atuais, como a hipocrisia e a lanterna do conhecimento. Para os dois amigos, refletir sobre leituras e pensar o passado é sempre um convite para o mundo com outros olhos, viver o que se fala e praticar a reflexão e valorização de outros caminhos de pensamento e outras possibilidades de aprendizagem com as mais diversas culturas.
Neste episódio os amigos Rooney Pinto & Pascoal Albuquerque fazem suas reflexões sobre a obra Náusea de Jean-Paul Sartre. As constantes ligações entre os dilemas da personagem da obra e as dinâmicas sociais é plano central da conversa. Sociedade, náusea e relações humanas combinam-se na revelação de que o que criticamos nos outros terminamos por encontrar em nós mesmos. A genialidade do autor em transmitir ideias tão simples e ao mesmo tempo intrigantes, descortina-se numa obra que à primeira vista parece limitar-se à um romance. O Existencialismo e seus gigantes como Jean-Paul Sartre e Sören Aabye Kierkegaard, são conectados a outras numa despretensiosa reflexão dessa conversa de café.
Neste episódio os amigos Rooney Pinto & Pascoal Albuquerque fazem suas reflexões sobre a verdade à luz de grandes pensadores. Michel Foucault, Merleau-Ponty, Henry Bergson entre outros são interligados às questões do cinismo, da crítica e das percepções sobre a verdade. Em mesa está a compreensão de que existem muitas verdades, as serão sempre firmamente defendidas por aqueles que lançam-nas aos outros. Esta conversa despretensiosa segue na linha das reflexões sobre autores do Existencialismo como Friedrich Nietzsche e Jean-Paul Sartre e das leituras da obra Crítica da Razão Cínica de Solterdijk.
Neste episódio, os amigos Rooney Pinto e Pascoal Albuquerque tornam a conversar sobre o livro Sapiens de Yuval Noah Harari. Partindo do enquadramento teórico que o autor faz em sua obra, os dois amigos refletem sobre o imaginário coletivo e a Ordem Social Intersubjetiva, segundo a visão do autor.
Neste podcast, os amigos Rooney Pinto, Pascoal Albuquerque e Jassuípe Morais conversam sobre a obra "Os tipos de concepção de mundo" de Wilhelm Dilthey. A obra foi traduzida para o português por Artur Mourão a partir do original Gesammelte Schiriften, Vol. VIII: Weltanschauungslehre. Abhandlungen zur Philosophie der Philosophie, B. G., Teubner Verlagsgesellschaft, Estugarda/Vandenhoeck & Ruprecht, Gottinga 1977. Com uma reflexão ampla sobre a filosofia e as mundividências, a obra traz aos amigos a oportunidade de reflexões sobre as formas de ver o mundo em diferentes contextos e realidades.
Neste episódio, os amigos Rooney Pinto e Pascoal Albuquerque conversam sobre o livro Sapiens de Yuval Noah Harari. Partindo do enquadramento teórico que o autor faz em sua obra, os dois amigos refletem sobre a Revolução Cognitiva e a Revolução Agrícola, dois dos quatros tópicos centrais do livro.
Neste podcast Rooney Pinto e Pascoal Albuquerque ensaiam uma reflexão sobre a relação entre pensar e existir. A partir da expressão "compro, logo existo" parodiando a famosa expressão de Descartes "penso, logo existo", os dois amigos refletem sobre a relação entre capacidade cognitiva, consciência, existência. A obra "O sentimento de si" de António Damásio é o ponto e partida para o diálogo em interface com outras obras, como "Percurso do Reconhecimento" de Paul Ricoeur e "Os Quadros da Experiência Social" de Erving Goffman.
Neste episódio Rooney Pinto e Pascoal Albuquerque conversam sobre a obra "A Insustentável Leveza do Ser" de Milan Kundera. As dinâmicas sociais, os relacionamentos e os contextos políticos são retratados como metáforas da vida. Com toques de Existencialismo, Milan Kundera apresenta a visão dicotómica de leve e pesado para ilustrar os dilemas humanos vividos pelas personagens Teresa, Thomas, Sabina e Franz nas décadas de 60 e 70 em Praga. Se por um lado a narrativa reflete a beleza do romance, por outro descortina o diálogo entre esfera privada e pública e a consciência de si como único refúgio.
Neste podcast Rooney Pinto e Pascoal Albuquerque voltam à obra Crítica da razão Cínica de Peter Sloterdijk, para dar continuidade às suas reflexões. Partindo de aspetos como o cinismo, resgatado por Sloterdijk com referência primeira ao filósofo helenístico Diógenes de Sínope (413-323 a.C), e indo em direção ao mal estar da humanidade, são provocadas reflexões sobre a crítica vazia e as muitas verdades. Sobre esta última, os dois amigos levantam questões sobre a dicotómica e ao mesmo simbiótica relação entre a verdade e a mentira, ressaltadas por Sloterdijk em suas abordagens sobre o Iluminismo e nossas relações contemporâneas no diálogo entre o público e o privado, entre o interior e o exterior.
Neste episódio Rooney Pinto e Pascoal Albuquerque fazem suas reflexões sobre a obra "Crítica da Razão Cínica" de Peter Sloterdijk. O cinismo contemporâneo é abordado por Sloterdijk como denúncia da falsa consciência que todos vivemos, de forma que nosso cinismo contemporâneo pode ser observado em diversas esferas sociais. Esta perda das ilusões, como uma construção do idealizado social, é abordado pelo autor em diálogo com a corrente filosófica do cinismo na Antiguidade clássica. Rooney Pinto e Pascoal Albuquerque convidam o ouvinte a refletir sobre o pensamento de Sloterdijk no dia-a-dia e na nossa prática de um cinismo distorcido contemporâneo.
Neste episódio Rooney Pinto e Jassuípe Morais conversam sobre Educação Financeira. Os desafios económicos impostos pelos atuais contextos de crise de saúde global, convocam-nos à reflexão sobre nossos gastos e a gestão financeira familiar. Tema particularmente interessante neste momento que exige uma reflexão transversal sobre nossos comportamentos de consumo, de gestão das financeiras no foro familiar e empresarial. Prof. Jassuípe Morais partilha suas reflexões e experiências do grupo de investigação sobre Educação Financeira da UFPB, ao mesmo tempo que convida-nos a repensar nossos hábitos de consumo e nosso planejamento financeiro.
Neste podcast Rooney Pinto e Pascoal Albuquerque retomam suas reflexões sobre a obra Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman referida no último podcast. Contudo, e de maneira breve, discutem-na em diálogo com a obra Amor Líquido do mesmo autor. O ponto de reflexão centra-se nos desafios que a sociedade líquida referida por Bauman enfrenta em aprender a usar as tecnologias positivamente nas relações sociais. Os telemóveis e as redes sociais digitais estariam a afastar-nos ou a aproximarmos? Será que nossas relações sociais estariam a ser impactadas pelas tecnologias de uma revolução transhumanista (em referência a Lua Ferry) em plena modernidade líquida? As obras de Bauman conectam-se entre si e transcendem suas próprias temáticas, deixando-nos com muito para refletir sobre nossos comportamentos e sobre nossa responsabilidade frente aos desafios de uma sociedade liquefeita.
Neste episódio Rooney e Pascoal provocam reflexões em torno da obra "A Modernidade Líquida" de Zygmunt Bauman. A visão intensa e lúcida da obra de Bauman denuncia a crise da sociedade contemporânea, sobretudo na natureza efémera das relações e da liquefação dos valores sociais. Para Bauman, a modernidade líquida é um reflexo das mudanças sociais e políticas que ocorrem após a segunda guerra mundial e se contrapõe à modernidade sólida, mais rígida e centrada em valores estabelecidos. Embora em essência a modernidade líquida apresente aspetos positivos, igualmente apresenta gigantes desafios sociais e políticos, incertezas e problemas que se inserem em diversas esferas da sociedade.
Neste episódio, Rooney Pinto e Pascoal Albuquerque conversam sobre o tempo na perspectiva do livro "Ensaio sobre o tempo na Filosofia Antiga" de Fernando Rey Puente - Imprensa da Universidade de Coimbra / Anablume Clássica, propondo um diálogo reflexivo com o livro "Aos ombros de gigantes. As grandes obras da Física e da Astronomia" de Stephen Hawking, com prefácio de Carlos Fiolhais (Edição em Português Europeu pela texto Editores).
Neste episódio, trazemos uma reflexão que está bem presente nos ambientes de ensino e aprendizagem. A docência em tempos de pandemia do COVID19 trouxe às escolas, universidades e estudantes, o desafio de adaptação às ferramentas digitais. Questiona-se a capacidade docente de adaptação à uma nova realidade de ensino, utilizando o ambiente online, tão ridicularizado, menosprezado e muitas vezes tratado como de qualidade inferior por muitos professores. Mas será? Neste podcast, que ora resgata o discurso de Camus em "A Peste" e ora traz à superfície as fragilidades didático-pedagógica da prática docente, tem como objetivo mais provocar reflexões do que trazer soluções.
Para onde tendemos? Mais para um mundo de George Orwell ou de Aldous Huxley? Neste podcast, Rooney Pinto & Pascoal Albuquerque conversam sobre as obras "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley (1.ª ed., 1932) e "1984" de George Orwell (1.ª ed., 1949). Como não especialistas, os dois amigos dialogam de forma despretensiosa sobre semelhanças e curiosidades acerca dessas duas obras, cujos enredos se desenvolvem em cenários distópicos e sobre os quais podemos traçar paralelos comparativos com os contextos atuais.
Neste episódio, os dois amigos (Rooney e Pascoal) desenvolvem sua conversa de café sobre um livro que ambos leram. A reflexão é feita sobre a leitura de A Peste de Albert Camus, conectando a narrativa publicada pela primeira vez em 1947 e as semelhanças com o atual contexto da Pandemia do COVID-19.
10 May 2020
#0001-Conversas-de-Café-Rooney&Pascoal- Somos todos gado. Reflexões a partir de um video sobre Nietzsche
A proposta deste podcast consiste em provocar reflexões a partir de conversas entre amigos. Colocamos em pauta os temas mais diversos. Partilhamos ideias e percepções, expurgamos nossos demónios e como em quase todas as conversas de café, sempre salvamos o mundo!
Neste primeiro episódio, Rooney e Pascoal, conversam a propósito do programa «QUEM SOMOS NÓS? | Friedrich Nietzsche por Scarlett Marton», disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5L2K6HKrEyA (https://www.youtube.com/watch?v=5L2K6HKrEyA).
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