No fim das tardes de quinta-feira, sempre às 16h, você vai escutar um programa com as principais histórias e notícias do mundo das artes. O Expresso Ilustrada, podcast de cultura da Folha, vai falar de filmes, discos, livros, séries de TV, peças de teatro e de moda. O programa está disponível em todas as plataformas
No começo dos anos 2000, a banda carioca Tchakabum lançou um dos maiores hits de festas brasileiras, "Onda Onda (Olha a Onda)". Mais de 20 anos depois, a canção está de volta —e graças a mais uma música acompanhada de uma dança de TikTok, “Tubarão Te Amo”, um dos maiores sucessos deste fim de ano.
A música faz parte de um movimento que tem crescido nos últimos tempos: o de canções com samples de hits dos anos 2000 ou com artistas que foram febre na época.
O grupo Os Hawaianos, que despontou no Furacão 2000, é outro exemplo disso. A banda tem agitado festas juvenis com canções como “Vai Neymar, Brasil É Tois” e "Desenrola Bate Joga de Ladin", parceria com L7nnon.
A referência aos anos 2000 na música é um movimento que tem acontecido em vários gêneros. Nos Estados Unidos, por exemplo, artistas como Willow Smith e Olivia Rodrigo botaram de volta nas rádios uma estética emo. No Brasil, hits antigos do axé, do funk e de outros gêneros estão sendo resgatados por uma geração jovem.
O Expresso Ilustrada desta quinta-feira (15) explica o que há por trás desse movimento. Para isso, o programa ouve Marcelo Tchakabum, vocalista do Tchakabum, e Lucas Brêda, repórter de música da Folha.
A produção de podcasts de cultura entra numa pausa, depois de quase quatro anos em que o Expresso Ilustradas discutiu as principais tendências do mundo das artes.
A edição de som do podcast é de Raphael Concli. A apresentação é de Marina Lourenço e Carolina Moraes, que assinam o roteiro.
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8 Dec 2022
Por que vísceras, sexo e sangue estão na moda no cinema
Em “Crimes do Futuro", do diretor David Cronenberg, uma artista de vanguarda interpretada por Léa Seydoux comanda uma máquina imensa, cheia de bisturis. As ferramentas médicas abrem devagar o corpo de um homem, numa cirurgia vista por vários espectadores.
A artista e o homem que passa pela cirurgia sentem prazer enquanto ela retira os órgãos de dentro dele. Os espectadores ficam em êxtase com a apresentação de voltagem sexual, e um deles resume que “a cirurgia é o novo sexo”.
Esse é um tipo de abordagem sobre o corpo humano num estado bruto, em que algo que era considerado abjeto é motor de uma tensão erótica. Uma leva de filmes recentes mergulha nesse tema, e usa carne humana, vísceras e fluidos corpóreos para discutir erotismo, tecnologia e a vida contemporânea.
É o caso de "Até os Ossos", de Luca Guadagnino, que está em cartaz nos cinemas. Todo o romance dos personagens vividos por Timothée Chalamet e Taylor Russell é costurado por canibalismo, mesmo tema que apareceu no filme de estreia de Julia Ducournau, “Raw”.
A diretora francesa voltou a explorar esse tema em “Titane”, filme que levou a Palma de Ouro no ano passado. A personagem principal chega a ter relações sexuais com máquinas e tem implantes de titânio pelo corpo.
Nesta semana, o Expresso Ilustrada debate porque filmes e séries estão explorando violência, sangue e vísceras atrelados ao sexo como nunca. O episódio também discute como esse tipo de abordagem apareceu no cinema ao longo da história e como hoje eles tentam chamar a atenção do espectador de uma maneira mais intensa numa era de excesso de imagens.
Para isso, o podcast entrevista Mariana Baltar, professora da pós-graduação em cinema e audiovisual da Universidade Federal Fluminense, e Carlos Primati, especialista em cinema fantástico e membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema.
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1 Dec 2022
Copa 2022: como Qatar tenta limpar imagem, sob protestos de artistas
A cerimônia de abertura da Copa do Mundo deste ano, no Qatar, teve como tema a diversidade. O ator Morgan Freeman e o influenciador Ghanim Al Muftah mencionaram os valores durante as falas que protagonizaram na performance. Mas enquanto o evento falava em celebrar as diferenças, a fama do Qatar de autoritarismo conservador só crescia.
Com leis que condenam a homossexualidade e um histórico de violações de direitos humanos, o país é alvo de críticas de vários movimentos sociais e instituições pelo mundo, o que fez boa parte dos estrangeiros criticarem a escolha do lugar como sede da Copa.
No centro dessa polêmica, artistas como Dua Lipa, Shakira e Rod Stweart chamaram atenção ao se manifestarem contra a autocracia do país. Já nomes como Ludmilla e Nicki Minaj foram criticados por fecharem acordos atrelados ao evento.
O Expresso Ilustrada desta semana discute o impacto do posicionamento de artistas e celebridades diante das polêmicas envolvendo o maior evento de futebol do mundo e como as leis conservadoras do país impactam o mundo da arte.
O episódio ouve o jornalista Diogo Bercito, que foi correspondente da Folha no Oriente Médio e é autor do blog Orientalíssimo, e com o Silas Martí, que é editor do núcleo de cultura da Folha e foi à Doha para analisar o que há por trás da arquitetura do Qatar.
Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som é de Raphael Concli. A apresentação é de Marina Lourenço e Laura Lewer, que assinam o roteiro.
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