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About Garimpando Bolachas
JUNÃO AMATO tem como missão poupar o tempo de pesquisa dos seguidores, oferecendo músicos novos de extrema competência nos estilos: Soul/blues/jazz/rock/funk, garimpados com 50 anos de experiência.
- Publisher
- Junão Amato
- Category
- music
- Language
- pt
- Explicit
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- First episode
- 19 Nov 2020
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- 25 Sept 2026
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25 Sept 2026
Garimpando Bolachas- Episódio 65- PHILIP BAILEY
Garimpando Bolachas | Episódio 65: A Voz Além das Nuvens – A Biografia de Philip Bailey Fala, garimpadores e garimpadoras de plantão! Sejam muito bem-vindos ao Garimpando Bolachas, o seu podcast dedicado às raridades do vinil e às histórias que moldaram a soul music pelo mundo. Eu sou Junão Amato, e hoje nós vamos abrir uma prateleira muito especial da nossa discoteca. No episódio 65, vamos mergulhar de cabeça na trajetória de uma das vozes mais impressionantes, celestiais e inconfundíveis da história da soul music. Vamos falar sobre ele: o homem das quatro oitavas, dono de um falsete que desafia a gravidade, pilar fundamentalde Philip Bailey. Aperte o cinto, ajeite seu fone e venha garimpar essa história com a gente. Bloco 1: Os Primeiros Passos em Denver e o Encontro com o Jazz Para entender a grandiosidade de Philip James Bailey, nascido em Denver, Colorado, em maio de 1951, a gente precisa voltar no tempo. Diferente de Detroit ou Chicago, Denver não era exatamente o epicentro comercial da soul music nos anos 60. Mas o jovem Philip tinha uma arma secreta: a curiosidade. Inspirado pelo acervo de jazz da mãe de um amigo e por gigantes como Miles Davis, John Coltrane e Sarah Vaughan,Bailey começou a entender que a voz humana não era apenas um meio para cantar letras, mas sim um instrumento de improviso, textura e emoção. Antes de mudar os rumos da música mundial, ele cantava em bandas locais como a Friends & Love. O que parecia ser apenas mais um grupo talentoso do Colorado acabou cruzando o caminho do visionário Maurice White. E aí, meu amigo... o jogo virou de vez. Bloco 2: A Era Dourada com o Earth, Wind & Fire Em 1972, Philip Bailey aceitou o convite de Maurice White para integrar o Earth, Wind & Fire. A partir dali, nascia uma das duplas vocais mais dinâmicas e magnéticas da história: obarítono encorpado e místico de Maurice encontrando o falsete estratosférico e cortante de Philip. O Earth, Wind & Fire não era só uma banda de funk e soul; era uma experiência espiritual, visual e sonora que quebrou barreiras raciais e culturais na indústria fonográfica. E no centro desse furacão sônico estava Philip Bailey, dividindo o palco com uma seção de sopros lendária e distribuindo grooves na percussão. Bloco 3: O Voo Solo e o Clássico com Phil Collins Mas um artista com tanta ânsia por evolução não cabia em um lugar só. Nos anos 80, enquanto o grupo dava uma pausaestratégica, Philip começou a explorar sua identidade fora do coletivo. Em 1984, ele lançou seu álbum solo Chinese Wall, produzido por Phil Collins. A faixa Easy Lover estourou nas paradas do mundo todo, rendeu indicações ao Grammy e provou que o alcance de Bailey ia muito além— ele dominava a música global com a mesma facilidade com que rasgava notas em cima de um arranjo complexo de jazz. Ao longo da carreira, Philip ainda explorou a música gospel (vencendo prêmios importantes) e álbuns de jazz instrumental sofisticados, mostrando que sua curiosidade musical nunca teve fim. O Legado de uma Lenda Viva Ele nos ensinou que a verdadeira música atemporal nasce da mistura de rigor técnico, alma e muita, mas muita verdade. Quando você for à playlist do Garimpando Bolachas, e clicar no play, repare nos detalhes dos agudos, na delicadeza das harmonias. Ali está a assinatura de um mestre. E com isso fechamos o episódio 65 do Garimpando Bolachas! Se você curtiu essa viagem sonora, compartilha esse episódio com aquele amigo que ama um bom vinil e cola com a gente nas redes sociais. Um grande abraço, bons garimpos a todos, e até a próxima Discografia: Continuation (1983) The Wonders of His Love (1984) — Primeiro álbum gospel do artista Chinese Wall (1984) Triumph (1986) — Álbum gospel premiado com o Grammy Inside Out (1986) Family Affair (1989) Philip Bailey (1994) Life and Love (1998) Dreams (1999) — Foco maior na vertente do jazz Soul on Jazz (2002) Love Will Find a Way (2019)

20 Aug 2026
Garimpando Bolachas- Episódio 64- FAMILY COMPANY
Salve,garimpeiros e garimpeiras! Está no ar mais um episódio do Garimpando Bolachas.Aqui Junão Amato, trazendo para a nossa vitrola virtual aquela poeira boa dos discos clássicos, mas hoje, principalmente, de olho no que está renovando o nosso estoque de grooves. Cinquenta anos limpando o ouvido com boa música me ensinaram uma coisa: o Soul nunca morre, ele se transforma. E a banda que vamos tirar da caixa hoje vem direto de Los Angeles. Estamos falando do Family Company. Se você ainda não conhece, prepare o coração e ajuste os graves do seu fone, porque o som é puro néctar. QUEM SÃO E COMO SURGIRAM Pois bem, meus amigos. Quem é o Family Company? À primeira vista, o nome faz parecer que é uma banda de irmãos ou parentes de sangue. Mas o garimpo aqui descobriu que a história é um pouco diferente. Eles são um coletivo de Soul e Funk fundado na Califórnia. O núcleo desse projeto é formado por um trio de músicos de estúdio de elite, daqueles que todo mundo quer contratar. Temos Alex Kyhn no baixo, Josh Teitelbaum na bateria e JasonGoldstein nos teclados. Esses três caras passavam a vida tocando na banda de apoio de outros artistas. Só que a química entre eles era tão absurda que, durante as sessões de estúdio, eles perceberam que tinham um som próprio nascendo ali. Um som cru, quente, com cheiro de fita analógica e gravado ao vivo. Em vez de montarem uma banda tradicional com um vocalista fixo, eles criaram uma "companhia". A ideia central do Family Company é ser uma base de cozinha instrumental perfeita – baixo, bateria e teclas – que abre as portas para uma corte rotativa de cantores e músicos convidados. É uma verdadeira cooperativa de modern Soul. CURIOSIDADESSeparei três fatos sobre a Family Company para vocês: Parcerias de Peso Extremo: Embora eles gravem seus próprios discos autorais, o respeito que esse trio tem no mercado americano é tão gigantesco que eles já dividiram palcos e estúdios com lendas vivas. Jennifer Hudson, Cory Henry, Judith Hill, Louis Cato e Theo Katzman, do Vulfpeck. Quando esses artistas passam por Los Angeles e querem aquela pegada clássica de Soul, é para a Family Company que eles ligam. Uma das maiores marcas registradas do Family são as apresentações em casas históricas de Los Angeles, como o lendário The Troubadour. Eles são famosos por recriar, com fidelidade cirúrgica e muita energia, shows inteiros dedicados a ícones como Bill Withers, Donny Hathaway, Ray Charles e Stevie Wonder. O álbum deles de tributo ao Stevie Wonder gravado no Troubadour é uma daquelas peças indispensáveis que está na playlist. Álbum Histórico com Sam Pounds: Recentemente, o grupo subiu mais um degrau na cena ao lançar o aclamado álbum Pieces of Us. Esse disco foi feito inteiramente em colaboração com o cantor e contador de histórias Sam Pounds. O resultado é uma mistura perfeita de composições profundas com umaenergia que conecta a velha escola do Soul dos anos 60 e 70 com nossos dias. DESTAQUE MUSICAL Para você que está ouvindo o Garimpando Bolachas e quer saber por onde começar a ouvir esses caras, eu deixo a recomendação de ouro. Vá direto no site do GB e ouça aplaylist e veja os vídeos. Nas faixas instrumentais, ressaltamos o entrosamento perfeito, a forma como o baixo do Alex Kyhn caminha junto com a bateria do Josh é uma aula. O som é orgânico, sem truques, gente de verdade entregando seu melhor. Discografia Family Company (2020) The Music of Ray Charles: Live in Los Angeles,Complete Collection (2021) Duéts (2021) Contributions (2022) –instrumentais. A Tribute to Stevie Wonder, Live from TheTroubadour (2023) Pieces Of Us (2025) In & out (2026) Mantenham os seus discos limpos e os ouvidos atentos. Até a próxima!

5 Jul 2026
Garimpando Bolachas- Episódio 63- BLACK JOE LEWIS
"Se você acha que o Blues moderno se resume a caras de terno tocando solos bonitinhos em grandes festivais... você precisa resetar os seus ouvidos agora mesmo. O nosso personagem de hoje não aprendeu a tocar na Igreja e nem herdou uma guitarra de família. Ele aprendeu a arranhar os primeiros acordes escondido no expediente de uma loja de penhores onde trabalhava. E mesmo depois de tocar no Coachella e rodar o mundo, ele continuou batendo concreto na construção civil para pagar as contas. Hoje, no Garimpando Bolachas, nós vamos abrir as portas do mundo sonoro e realista de Black Joe Lewis. Aumente o volume, porque o som aqui é sujo, é bruto, e é 100% real. Bloco 1: A Introdução Impactante · "Você provavelmente já ouviu histórias de astros da música que enriqueceram e esqueceram as origens.Mas o cara de quem vamos falar hoje faz o caminho inverso. Ele já tocou nos maiores festivais do planeta, mas se você bobear, encontra ele batendo concreto em uma obra no Texas para pagar as contas da semana. Bem-vindos ao [Garimpando Bolachas]. Hoje nós vamos quebrar tudo com o som garageiro, visceral e operário de Black Joe Lewis." "Se o blues tradicional chora as pitangas, o blues de Black Joe Lewis chuta a porta. Misturando o peso do punk rock com o groove do funk de James Brown, ele criou um dos sons maisbarulhentos da última década. Mas o mais impressionante não é o som. É de onde ele veio." Bloco 2: A Origem na Loja de Penhores e o TrabalhoBraçal "Joe Lewis nasceu no Arizona, mas foi em Austin, no Texas, que a mágica — ou o acidente — aconteceu.Ele não foi um garoto prodígio. Aprendeu a tocar guitarra já adulto por puro tédio. Ele trabalhava em uma loja de penhores e, entre um cliente e outro, pegava as guitarras do estoque para arranhar uns acordes." "Dessa crueza nasceu seu estilo: sem frescura, sem teoria musical perfeita, apenas pura energia. E essa realidade dura moldou sua carreira. Joe Lewis é a definição do músico decolarinho azul. Ele nunca largou o trabalho braçal. Em entrevistas, ele conta com naturalidade que alterna turnês mundiais com empregos em redes de fast-food ou na construção civil. É essa vida real que dá o tom das suas letras sobre falta de dinheiro, frustração e sobrevivência." Bloco 3: O Sucesso com os Honeybears e a Ironia doNome · "Em 2007, as coisasescalaram. Joe juntou uma cozinha de peso e uma seção de metais violenta, fundando o Black Joe Lewis & The Honeybears. O impacto foi imediato.A revista Esquire apontou os caras como grande promessa. · "O álbum de estreia, Tell 'Em What Your Name Is!, levou a banda para os palcos principais do Coachella e do Bonnaroo. Mas preste atenção no nome: Black Joe. Essa é uma provocação histórica genial. 'Old Black Joe' era uma canção do século XIX que romantizava a escravidão no sul dos Estados Unidos. Joe Lewis adotou o nome de forma totalmente irônica, como quem diz: 'Agora o Black Joe está no controle, e o som é meu'." Bloco 4: A Crise com a Indústria e o Legado Punk "Mas a indústria da músicaadora domesticar os artistas, e com o Joe não deu certo. No disco ElectricSlave, de 2013, ele mandou as fórmulas pop para o espaço. O som ficou mais sujo, quase um hard rock garagem. Ele preferiu o circuito de clubes barulhentos a se render ao comercialismo." "Para ele, o palco não é umlugar de glamour, é uma válvula de escape. É onde ele descarrega a raiva docansaço diário da vida de trabalhador. Se você gosta da crueza de Gary Clark Jr., The Black Keys ou The White Stripes, Black Joe Lewis é parada obrigatória na sua playlist."
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