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About O Podcast do António Costa Amaral
O meu Substack pessoal antoniocostaamaral.substack.com (https://antoniocostaamaral.substack.com?utm_medium=podcast)
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- 14 Sept 2026
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30 Sept 2026
S01E04 - empréstimos a Angola
Hoje é o tema são umas curiosíssimas garantias do Estado a obras de construtoras portuguesas em Angola. Links na descrição. Antes de tudo, questões de princípio. O Estado Português não tem nada que prestar garantias financeiras a projectos que nada têm que ver com a soberania ou interesses estratégicos do Estado. Convenhamos, as obras em questão – infraestruturas de um bairro em Luanda, e uma estrada provincial no Huambo – não são de interesse crítico para os portugueses. Muito menos deve o Estado Português ser patrocinador de obra pública em países estrangeiros, sobretudo um ano antes das respectivas eleições gerais. Convenhamos, esses investimentos públicos serão alavancados para fins eleitorais. Muito menos deve o Estado Português arriscar dinheiro dos contribuintes para apoiar negócios privados. Convenhamos, as empresas em questão, tanto a Mota-Engil Angola, como a AngolACA, sabem como se financiar nos mercados internacionais, a preços que refletem o perfil de risco das empresas, dos clientes, e dos projectos. Muito menos deve o Estado Português ser visto a apoiar empresas nominalmente portuguesas, nominalmente privadas, cujo acesso ao mercado nacional e regional … é controlado por stakeholders nada portugueses nada privados. De recordar o processo de privatização, e posterior alteração da estrutura accionista da MEA, essencial para que neste ciclo político se consagrasse com uma das empresas estrangeiras com mais sucesso em Angola. De recordar que a ACA - Alberto Couto Alves - recentemente esteve nas notícias, por ter pago 300k ao candidato presidencial do PSD, de 2010 a 2016, por serviços de internacionalização, que é código para lobby junto de decisores políticos. E nada disto parece bem, nada disto faz sentido, a não ser na geopolítica de interesses que deviam ser mantidos bem longe da dignidade do Estado. Links - Eco (https://eco.sapo.pt/2026/09/17/estado-garante-financiamento-para-obras-de-2335-milhoes-de-construtoras-portuguesas-em-angola/) This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit antoniocostaamaral.substack.com (https://antoniocostaamaral.substack.com?utm_medium=podcast&utm_campaign=CTA_1)

24 Sept 2026
S01E03 - a incrível inconsequência de Ursula von der Leyen
Hoje é o tema é o discurso do Estado da Nação 2026 de Ursula von der Leyen. Ursula von der Leyen arranca a dizer que só “a Europa” consegue providenciar “verdadeira” soberania aos Europeus – e este federalismo será uma constante de todo o seu discurso. No mercado único e simplificação, anuncia medidas para reduzir burocracia, e contra o gold-plating. E a Comissão pede aos Estados que deixem de acrescentar regras às suas regras, e no mesmo discurso anuncia Housing Act, Quality Jobs Act, KIDS Act, Digital Fairness Act e um pacote bancário. Nem de propósito imediatamente a seguir um conjunto de 13 estados-membros escreveu a Von der Leyen exigindo que a União É impressionante. Fala em objectivos para a energia, mas esquece-se de dizer que Europa tem energia cara porque decidiu tê-la cara: fechou centrais nucleares, tributou o carbono, vários Estados proibiram o fracking, e agora a fatura é atribuída ao Estreito de Ormuz. Na política comercial, com enfase na China, fala de défices comerciais, uma conversa mercantilista do século XVII, aqui obviamente usada para proteger indústria instalada, à custa do consumidor. Anuncia uma nova Corporação Europeia para comprar e armazenar matérias-primas – ou seja, uma entidade pública a especular em lítio e terras raras. A Europa até tem jazidas, e só não as explora porque os seus próprios licenciamentos costumam demorar mais de uma década. No Orçamento e financiamento, então, é a festa! Novos recursos próprios; pacote bancário “para o crescimento”; União de Poupanças e Investimentos; Scaleup Europe Fund. Ora, “Recursos próprios” é a palavra euro-burocrática para impostos europeus, cobrados sem passar pelos parlamentos nacionais e depois obviamente sabiamente aplicados em capital de risco. No clima e resiliência, continuamos com a mesma estafada agenda do Climate Change, e agora com a União Europeia a intrometer-se cada vez mais em temas locais, com estruturas continentais. Na Inteligência Artificial, a palavra de ordem é travar. Ou seja um continente sem laboratórios de fronteira propõe-se fixar o ritmo da fronteira. No emprego e direitos sociais, Von der Leyen estica-se para lá dos seus poderes. Fala do right to stay, e toda um burocracia para assegurar igualdades - toda uma agenda populista que devia corar de vergonha alguém supostamente de centro-direita. Em particular na Habitação, propõe um Housing Act, contra oarrendamento de curta duração e aespeculação. Primeiro, a escassez foi fabricada por licenciamentos bizantinos, rendas controladas, impostos sobre construção, irresponsabilidade monetária – durante anos - e a resposta é agora culpar o turista e o investidor. E claro isto não se enquadra minimamente nos tratados. No comércio livre, anunciou acordos com a Índia, Mercosul, México, Austrália e Indonésia - de louvar, mas também logo um “estatuto de membro associado para o Canadá, um absoluto WTF porque tal não existe nos Tratados. Na Segurança e Defesa, novas capacidades estratégicas. Certamente necessárias pelo estado do mundo. Tal como prometidas, perigosas, porque atropelando procedimentos de consenso. No conflito da Ucrânia, novos apoios à Ucrânia e sanções à Rússia. De notar a incrível falta de proactividade da Europa, quando mais de quatro anos depois do início da Guerra, ainda não tomou acção decisiva. Na Migração e fronteiras, muitas medidas, a contrastar com a retórica fraca, tanto nos fenómenos crónicos de imigração, como nos episódios dramáticos da “invasão” de Ceuta, por exemplo. No Desinformação e “resiliência democrática”, o Centro para a Resiliência Democrática, identificando forças antidemocráticas e antieuropeias como ameaça interna. Que existem, existem. Mas que isto seja assim implementado, um Euro Ministério da Verdade, é sinistro. No Estado de direito, um desvio algo parvo para a Hungria, e condicionalidade de fundos. Pouca referência aos escândalos e casos que pendem sobre as instituições europeias, incluindo sobre si, Ursula von der Leyen. Nos Menores e redes sociais, o EU Kids Act, para proteger os miúdos, que belo, isto vai obrigar todos os europeus a identificarem-se na Internet. Absurdo. No alargamento e identidade europeia. Muita conversa de valores, e muito pouca acção. Em resumo, uma mão cheia de nada. E onde não é nada, chega a ser perigosa. Isto porque von der Leyen demonstra ter pouco apreço sobre os limites que pendem sobre si, sobre a Comissão, sobre os órgãos e instituições da União Europeia. E está disposta a ultrapassá-los, ou atropelá-los, em nome de coisas boas. Isto tem um nome. Populismo. São os populistas que defendem que as regras não se aplicam a eles. Que o “bem comum” justifica as suas infrações. Uma nota, é muito triste que o nosso comentariado, com Paulo Portas à cabeça, tenha ficado tão embevecido com todo este populismo. Em suma, este discurso foi um discurso muito revelador da falta de discernimento que afecta a liderança da União Europeia. Por fim, link na descrição, uma opinião de Miguel Morgado sobre von der Leyen. E sobre isto, estamos conversados. Links * 2026 State of the Union Address by President von der Leyen (https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/SPEECH_26_1868) * Miguel Morgado sobre von der Leyen (https://www.instagram.com/reels/Ddm0LnbtrY2/) * 13 EU countries call for ‘deep cleaning’ of European laws (https://www.euronews.com/2026/09/21/13-eu-countries-call-for-deep-cleaning-of-european-laws) This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit antoniocostaamaral.substack.com (https://antoniocostaamaral.substack.com?utm_medium=podcast&utm_campaign=CTA_1)

22 Sept 2026
S01E02 - Ceuta e o fracasso moral da Europa
Hoje o tema é Ceuta, e a falta de coragem moral da Europa. Antes de tudo, quero esclarecer que SOU a favor de uma sociedade aberta, de imigração, e de integração – mas também sou a favor do Estado de Direito. Que é essencial para assegurar às pessoas o cumprimento do chamado contrato social. Este entendimento tácito que o poder político é concedido pelos cidadãos para proteção de valores comuns da sociedade. E que o poder político se torna ilegítimo quando trai esse contrato social. E o que vimos em Ceuta foi precisamente um colapso do contrato social, e do estado de direito democrático liberal. Em fins de JULHO de 2026, cerca de 80000 “migrantes” terão saltado a fronteira e entrado em Ceuta a partir de Marrocos. Ceuta, recordemos, tem cerca de 84000 habitantes. Muitos “migrantes” terão regressado a Marrocos, mas milhares permanecem. Os migrantes montaram autênticos bairros de lata, a população vive sitiada. Os índices de insegurança, delinquência, criminalidade, dispararam. O poder político local protesta, o poder político central não age decisivamente. Muito há a dizer do cobarde Pedro Sánchez, e da sonsice das autoridades marroquinas. O facto é que, tenham os migrantes direito ou não à “felicidade”, violaram a soberania de um país, não são bem-vindos, e deviam – todos – ser reencaminhados à proveniência. Nada disto é xenófobo. Devia ser a reacção de uma comunidade política que se respeita a si própria. A resposta da “Europa” foi elucidativa do estado a que chegámos. Perante o protesto – mais ou menos teatral – de alguns países relativamente à violação do Espaço Schengen, outros logo vieram defendê-lo, dizendo que sim senhor o Espaço Schengen devia ser violado e bem. E, no fim, houve uns comunicados, e ficou tudo bem - e Ceuta continua okupada. Mais recentemente houve um voto no Parlamento Europeu, sobre uma declaração sobre este tema de Ceuta. A declaração, acreditem, era mais do que diplomática. 39% do Parlamento Europeu votou contra. 39%. Pergunta-se como é que uma Europa “unida” pode funcionar assim, tão fracturada num tema que desafia os seus fundamentos. Em particular, custa-me MUITO ver como reagiu a minha família política, os liberais. Ora, os liberais na Europa são um saco de gatos. O partido europeu liberal - o ALDE -, reúne gente que vai do centro-direita ao centro-esquerda. Liberais clássicos, liberais conservadores, liberais sociais, progressistas, moderados. Um saco de gatos. E estão integrados num grupo parlamentar – o RENEW - que inclui os Democratas Europeus (sobretudo federalistas), o Renaissance de Emmanuel Macron, e partidos não afiliados. Um saco de gatos. Deste JULHO até este voto, os democratas esses não se calaram, a denunciar Sanchez, a invasão, Meloni, tudo o que se mexe. Macron esse tinha feito o seu número de estar bem com deus e com o diabo. O ALDE remeteu-se ao silêncio. Na semana passada, 29 eurodeputados liberais votaram a favor da declaração, igual número (29, incluindo a presente e futura liderança) votaram contra, 5 abstiveram-se. O grupo liberal, moderado, responsável, reagiu ASSIM a um dos mais graves episódios de violação de soberania nacional e europeia. E continua a falar da democracia, das instituições, e de governar para o povo. O problema não são os liberais, que contam pouco na Europa. É os liberais aqui são uma amostra (tragicamente algo representativa) da absurda falta de discernimento que por ali vai. Existe uma falta de coragem moral quando se fala destes temas. Por alguma razão, retorcida, devemos ter toda a compaixão por migrantes que invadiram – ilegalmente pois claro - um país europeu, e nenhuma solidariedade pela população, que o poder público devia servir. E nada de defender as instituições da democracia liberal. O Projecto Europeu, a Democracia, a Liberdade – mereciam mais. E depois protestamos contra movimentos populistas que tomam o lado da população abandonada, e que dizem que este poder não serve. LINKS * How they vote = The recent hybrid attacks and instrumentalisation of migrants in Ceuta and the need for a coordinated response to protect EU’s external borders (https://howtheyvote.eu/votes/197199) * European Parliament = Ceuta: Parliament demands stronger protection of EU’s external borders (https://www.europarl.europa.eu/news/en/press-room/20260911IPR47470/ceuta-parliament-demands-stronger-protection-of-eu-s-external-borders) * European Parliament = Minutes - Results of roll-call votes (https://www.europarl.europa.eu/doceo/document/PV-10-2026-09-17-RCV_EN.html#197199#993135) * Eurodeputados da IL, PS, PCP e BE votam contra resolução que classifica como invasão entrada massiva de migrantes em Ceuta (https://folhanacional.pt/2026/09/23/eurodeputados-da-il-ps-pcp-e-be-votam-contra-resolucao-que-classifica-como-invasao-entrada-massiva-de-migrantes-em-ceuta/) This is a public episode. 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21 Sept 2026
S01E01 - Apresentação
Bem-vindos ao podcast do António Costa Amaral Este podcast ainda está em fase experimental - ainda nem sequer tem um nome. Conto publicar uma vez por semana - talvez mais amiúde, talvez mais espaçadamente, Vou explorar temas da vida pública, sobretudo numa perspectiva política. O primeiro episódio a sério sai muito em breve. Entretanto sigam-me no meu substack - antoniocostaamaral.substack.com (https://antoniocostaamaral.substack.com/), e nas redes sociais. Até já. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit antoniocostaamaral.substack.com (https://antoniocostaamaral.substack.com?utm_medium=podcast&utm_campaign=CTA_1)

14 Sept 2026
S00E00 - TESTE ao PODCAST
TESTE This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit antoniocostaamaral.substack.com (https://antoniocostaamaral.substack.com?utm_medium=podcast&utm_campaign=CTA_1)
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