Os atritos entre Gilmar e Pazuello e os novos rumos do MEC
A revista VEJA desta semana traz em sua capa como a pandemia ampliou a crise da desigualdade no Brasil e no mundo (https://veja.abril.com.br/economia/como-a-pandemia-amplia-a-crise-da-desigualdade-social-no-brasil-e-no-mundo/) e como é o momento de tomar medidas que acabem de vez com a visão de que esse mal não tem cura. Outro destaque são os atritos (https://veja.abril.com.br/politica/em-entrevista-pazuello-fala-de-acusacao-de-genocidio-e-rumor-de-demissao/) entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes com o governo federal, o Exército e o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, ao dizer que os militares estavam se associando a um "genocídio" na pandemia de coronavírus.
Dora Kramer diz que a entrevista chama a atenção pela conclusão de Pazuello de que o Brasil será reconhecido como um ponta de lança da administração correta da crise sanitária. Para a colunista, seria algo surpreendente, já que o país é citado como um exemplo ruim pelo mundo. Dora afirma ainda que o general se contradiz em vários trechos da entrevista.
Ricardo Noblat diz que não se pode nem culpar Pazuello pela gestão na Saúde, já que ele foi colocado no cargo como interino mesmo sendo apenas um especialista em logística. E nem na sua especialidade foi bem sucedido, já que não conseguiu distribuir os equipamentos e remédios que o governo prometeu distribuir.
Augusto Nunes avalia que Gilmar Mendes precisa deixar de ser arrogante e tentar opinar sobre tudo. Para o colunista, o ministro não é médico para dar pitacos nas políticas do ministério da Saúde. Nunes diz que Gilmar é esclarecido o suficiente para entender o conceito de genocídio e como isso não se encaixa no caso brasileiro.
Os colunistas também falam sobre a posse de Milton Ribeiro no Ministério da Educação.
10 Jul 2020
Bolsonaro com Covid-19, ações contra fake news e o caso Queiroz
A revista VEJA desta semana traz em sua capa os brasileiros na linha de frente da corrida pela vacina contra a Covid-19 (https://veja.abril.com.br/saude/os-brasileiros-na-linha-de-frente-da-corrida-pela-vacina-contra-a-covid-19/) e como é possível que até o fim do ano desponte algum imunizante eficaz — mais de 14 mil voluntários fazem parte dessa fascinante movimentação científica. Mas o destaque foi para o diagnóstico positivo do coronavírus do presidente Jair Bolsonaro.
Dora Kramer chama a atenção para a volta do "velho anormal" de Jair Bolsonaro, que desafiou medidas de prevenção, tirou máscara ao anunciar que estava com Covid-19 e, mais uma vez, se mostrou uma pessoa acima do cidadão comum, como se a ele o coronavírus não fizesse tão mal assim. Mas lembra que Bolsonaro é monitorado com frequência e tem um tratamento muito diferenciado em relação aos demais brasileiros. A colunista desafia o presidente a se tratar exatamente como a maioria dos brasileiros.
Ricardo Rangel avalia que a reação de Bolsonaro ao ter o diagnóstico positivo da doença é de particular irresponsabilidade de alguém que sempre teve um comportamento muito irresponsável, afinal, o presidente diz que toma cloroquina todos os dias, mas não ressalta que tem acompanhamento médico duas vezes ao dia para monitorar os efeitos.
Ricardo Noblat quer entender por que Bolsonaro se comporta desta maneira, como um garoto-propaganda da cloroquina, e cogita se ele fez uma aposta errada e não quer voltar atrás.
Os colunistas também comentam as ações do Facebook contra fake news que afetaram integrantes do governo e a decisão da Justiça de colocar Fabrício Queiroz em prisão domiciliar.
3 Jul 2020
A pacificação de Bolsonaro, o novo nome para o MEC e a Lava Jato
A revista VEJA desta semana mostra como o presidente Jair Bolsonaro se afastou dos radicais (https://veja.abril.com.br/politica/bolsonaro-afasta-se-dos-radicais-e-busca-pacificacao-com-o-congresso/) para buscar uma pacificação com o Congresso e com o STF. Em um movimento acertado, o Executivo muda a agenda e indica movimentos de conciliação com os outros poderes
Para Dora Kramer, se não fosse o coronavírus, o país teria passado pelas duas melhores semanas do governo desde janeiro de 2019. Não houve nenhum atrito, nenhuma declaração estapafúrdia, as coisas seguiram dentro do normal. Mas levanta uma questão: isso é para valer? O que Bolsonaro vai fazer quando se sentir acuado?
Ricardo Noblat avalia que Jair Bolsonaro está passando por uma síndrome de abstinência. Está mais irritado no ambiente interno, mas um doce externamente. Tudo isso porque lhe tiraram de supetão duas coisas que prezava muito: o direito de ir e vir, já que gostava muito de ir passear, comer em padarias, e o direito de se expressar livremente, já que está contido em declarações públicas e em redes sociais. O colunista questiona se isso está fazendo bem ao presidente.
Augusto Nunes considera que Bolsonaro acerta ao mudar o tom, tanto na forma quanto no conteúdo, já que a cada declaração do presidente se iniciava uma crise ou um debate dispensável.
Os colunistas também avaliam a escolha do novo ministro da Educação e o comportamento do brasileiro em relação a pandemia do coronavírus e a investigação da Operação Lava Jato sobre o senador tucano José Serra.
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