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by Folha de S. Paulo

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Podcast Overview

Num mundo polarizado e cheio de desinformação, uma ideia simples e ao mesmo tempo revolucionária está em xeque mais uma vez: a de que, mesmo diferentes, todas as pessoas têm direitos iguais. No podcast Cara Pessoa, a jornalista Fernanda Mena discute quais são os desafios dos direitos humanos na prática, com histórias de quem pensa o assunto e de quem também se movimenta para que eles sejam mais do que palavras bonitas num papel. O programa é uma parceria entre a Folha e a Conectas.

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🇵🇹

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10/13/2020

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Recent Episodes

Episode thumbnail for Migrar como questão de vida ou morte

December 18, 2020

Migrar como questão de vida ou morte

<p>Desde 2014, mais de 20 mil pessoas morreram afogadas no mar Mediterr&acirc;neo quando tentavam chegar na Europa para pedir asilo. Elas fugiam de guerras, persegui&ccedil;&otilde;es, viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos e tamb&eacute;m da mis&eacute;ria.</p> <p>Em junho de 2019, a ativista Carola Rackete era capit&atilde; do SeaWatch3, navio de uma ONG alem&atilde; que resgatava pessoas &agrave; deriva naquelas &aacute;guas. Salvou 53 pessoas e, depois de um impasse de semanas, desobedeceu &agrave;s ordens da guarda costeira italiana e atracou no porto de Lampedusa.</p> <p>Os tripulantes que buscavam ref&uacute;gio puderam desembarcar em seguran&ccedil;a, mas Carola foi presa. Trata-se de um fen&ocirc;meno que os pesquisadores t&ecirc;m chamado de crimes de solidariedade.</p> <p>O epis&oacute;dio ganhou proje&ccedil;&atilde;o global e ilustra bem o atual impasse entre direitos humanos e pol&iacute;tica migrat&oacute;ria no mundo, que hoje soma um recorde de 80 milh&otilde;es de refugiados.</p> <p>Carola, que lan&ccedil;a seu primeiro livro, "&Eacute; Hora de Agir", enxerga a heran&ccedil;a colonial, desigualdade global e a crise clim&aacute;tica conectados na crise migrat&oacute;ria iniciada em 2014.</p> <p>A diretora de programas da Conectas, Camila Asano, explica as regras que ordenam o acolhimento dessas pessoas no Brasil, que hoje tem uma fila de quase 188 mil solicita&ccedil;&otilde;es de ref&uacute;gio e mais de 58 mil refugiados reconhecidos &mdash;80% deles vindos da Venezuela.</p> <p>Uma delas &eacute; a psic&oacute;loga Merlina Saudade Ferreira, que chegou a Roraima com o marido e os dois filhos e enfrentou as dificuldades do trajeto, a xenofobia e, agora durante a pandemia, o desemprego.&nbsp;</p> <p>Mas ela sabe que as coisas sempre podem ser mais complicadas: no seu trabalho volunt&aacute;rio de aux&iacute;lio a outras pessoas em busca de ref&uacute;gio no Brasil, ela est&aacute; em contato com uma fam&iacute;lia de conterr&acirc;neos que deu de cara com a fronteira com o Brasil fechada, e ficou presa entre Let&iacute;cia e Tabatinga, sem dinheiro nem coragem para voltar para tr&aacute;s.</p> <p>Durante a pandemia, o Brasil fechou suas fronteiras por terra e mar, impedindo os fluxos de migrantes em perigo, ainda que o pa&iacute;s esteja aberto a turistas vindos de avi&atilde;o. Entidades criticam essa medida.</p> <p>O congol&ecirc;s Diganga Sikabaka Prosper, formado em rela&ccedil;&otilde;es internacionais, vive h&aacute; oito anos no Brasil e aponta que, al&eacute;m da xenofobia, migrantes negros vindos da &Aacute;frica ainda enfrentam por aqui o racismo.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>

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December 11, 2020

O corpo da mulher num mundo patriarcal

<p>Cara pessoa,<br><br>O&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/12/camara-dos-deputados-da-luz-verde-para-nova-lei-do-aborto-na-argentina.shtml" data-cke-saved-href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/12/camara-dos-deputados-da-luz-verde-para-nova-lei-do-aborto-na-argentina.shtml">aborto</a>&nbsp;&eacute; criminalizado no Brasil salvo nos casos de&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/08/menina-que-engravidou-apos-estupro-teve-que-sair-do-es-para-fazer-aborto-legal.shtml" data-cke-saved-href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/08/menina-que-engravidou-apos-estupro-teve-que-sair-do-es-para-fazer-aborto-legal.shtml">estupro</a>, risco &agrave; vida da m&atilde;e e diagn&oacute;stico de anencefalia do embri&atilde;o. Mas mesmo&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/06/aborto-legal-e-negado-em-57-dos-hospitais-que-governo-indica-para-procedimento.shtml" data-cke-saved-href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/06/aborto-legal-e-negado-em-57-dos-hospitais-que-governo-indica-para-procedimento.shtml">abortos legais sofrem press&otilde;es contr&aacute;rias</a>&nbsp;de ativistas anti-aborto, muitos deles religiosos.&nbsp;</p> <p>A pastora evang&eacute;lica Lusmarina Garcia, te&oacute;loga e feminista, diz que essa &eacute; uma quest&atilde;o de sa&uacute;de, que nada tem a ver com f&eacute;. Diz que a B&iacute;blia n&atilde;o condena o aborto. E que essa leitura dos textos &eacute; fruto da manipula&ccedil;&atilde;o de uma sociedade patriarcal.<br><br>A pesquisadora S&ocirc;nia Correa, que participou da Confer&ecirc;ncia Internacional sobre Popula&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento, do Cairo, em 1994, na qual surgiu o conceito de direitos sexuais e reprodutivos, explica porque essa no&ccedil;&atilde;o vai muito al&eacute;m da quest&atilde;o do aborto.<br>&nbsp;<br>Rebeca Mendes, que j&aacute; era m&atilde;e-solo de dois filhos quando ficou gr&aacute;vida de novo numa troca de anticoncepcional, conta como&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/12/1942043-gravida-que-teve-pedido-para-interromper-gravidez-negado-pelo-supremo-faz-aborto-na-colombia.shtml" data-cke-saved-href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/12/1942043-gravida-que-teve-pedido-para-interromper-gravidez-negado-pelo-supremo-faz-aborto-na-colombia.shtml">conseguiu fazer um aborto legalmente na Col&ocirc;mbia</a>, onde o procedimento &eacute; permitido desde 2006.&nbsp;</p> <p>Antes da viagem, ela tentou realizar o processo legalmente no Brasil, orientada pela antrop&oacute;loga Debora Diniz, fundadora do Anis - Instituto de Bio&eacute;tica. Debora &eacute; uma das principais pesquisadores sobre aborto no Brasil, o que a tornou alvo de amea&ccedil;as de grupos anti-aborto. Ela teve de sair do pa&iacute;s.</p> <p>O mesmo fanatismo foi visto no caso de uma&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/09/medica-enviada-para-impedir-aborto-em-menina-capixaba-diz-que-missao-foi-institucional.shtml" data-cke-saved-href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/09/medica-enviada-para-impedir-aborto-em-menina-capixaba-diz-que-missao-foi-institucional.shtml">menina capixaba</a>&nbsp;de 10 anos de idade que ficou gr&aacute;vida depois de anos sendo estuprada pelo tio. Os ativistas tentaram impedi-la de realizar o aborto legal j&aacute; na porta do hospital.&nbsp;</p> <p>A obstetra Helena Paro, que chefia um servi&ccedil;o de atendimento a v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia sexual, e realiza abortos legais na Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia, conta que casos de crian&ccedil;as gr&aacute;vidas, v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia sexual, s&atilde;o bastante comuns e t&ecirc;m crescido com a pandemia. Ela critica a portaria do governo que requer que o profissional de sa&uacute;de notifique a pol&iacute;cia ao atender uma v&iacute;tima de estupro.&nbsp;</p> <p>Para ela, isso afasta mulheres e meninas do atendimento e aumenta a demanda por abortos clandestinos, praticados, em m&eacute;dia, por 500 mulheres brasileiras todos os anos no Brasil.</p> <p>Apresentado pela jornalista Fernanda Mena e com edi&ccedil;&atilde;o de som de Nat&aacute;lia Silva, o Cara Pessoa &eacute; uma produ&ccedil;&atilde;o da&nbsp;<strong>Folha&nbsp;</strong>em parceria com a ONG Conectas sobre os desafios dos direitos humanos na pr&aacute;tica. O programa de dez epis&oacute;dios, publicados nas principais plataformas sempre &agrave;s sextas, &agrave;s 9h, tem debatido temas como liberdade de express&atilde;o e discurso de &oacute;dio, racismo e branquitude e a l&oacute;gica de vingan&ccedil;a presente em aspectos do sistema de justi&ccedil;a criminal.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>

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December 4, 2020

Trabalhadores invisíveis

<p>Trabalho escravo parece coisa do passado, que acabou no s&eacute;culo 19. Mas existem vers&otilde;es contempor&acirc;neas dessa forma de explora&ccedil;&atilde;o ainda hoje no Brasil e em v&aacute;rias partes do mundo, e elas est&atilde;o mais perto do que a gente imagina. Mesmo invis&iacute;veis, elas est&atilde;o no nosso dia-a-dia, dentro da casa da gente: em produtos das prateleiras da despensa, nos cabides do guarda-roupas.</p> <p>A advogada Paula Nunes, pesquisadora do trabalho escravo contempor&acirc;neo, explica as ra&iacute;zes desse tipo de explora&ccedil;&atilde;o do trabalho. Ela fala como a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira lida com ele, e de que maneira o enfraquecimento dos mecanismos de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, ocorrido nos &uacute;ltimos anos, enfraquece a pol&iacute;tica de prote&ccedil;&atilde;o a essas pessoas, no campo ou nas cidades.</p> <p>O padre Paolo Parise, coordenador da Miss&atilde;o Paz, uma das institui&ccedil;&otilde;es mais antigas do pa&iacute;s na acolhida de imigrantes e refugiados, explica como se articulam migra&ccedil;&otilde;es e explora&ccedil;&atilde;o do trabalho. E conta de mulheres filipinas que vieram ao Brasil com promessas de boas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dom&eacute;stico em casas de fam&iacute;lias ricas brasileiras, e acabaram em situa&ccedil;&otilde;es de superexplora&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Foi o caso da Jona Ocao, que trabalhou numa casa de fam&iacute;lia cuidando de g&ecirc;meos 24 horas por dia, sem ter um quarto pr&oacute;prio e praticamente sem descanso nenhum.<br>Ver&ocirc;nica Oliveira, criadora do perfil Faxinaboa nas redes sociais, e autora do livro "Minha Vida Passada a Limpo", explica por que escolheu trabalhar como faxineira e por que as aten&ccedil;&otilde;es voltadas a essa atividade, durante a pandemia, precisam se converter em melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho.&nbsp;</p> <p>Foi na pandemia tamb&eacute;m que uma articula&ccedil;&atilde;o de entregadores por aplicativo se formou e escancarou um sistema de trabalho precarizado, sem regula&ccedil;&atilde;o e sem garantias, e ainda com riscos sanit&aacute;rios. O professor da Universidade de S&atilde;o Paulo Ruy Costa, especialista em sociologia do trabalho, analisa esse fen&ocirc;meno e como ele compartilha caracter&iacute;sticas com o trabalho an&aacute;logo &agrave; escravid&atilde;o, como no caso do que ele chama de financeiriza&ccedil;&atilde;o do trabalho.</p><p>See <a href="https://omnystudio.com/listener">omnystudio.com/listener</a> for privacy information.</p>

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