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InterD - ciência e cultura

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by InterD - música e conhecimento

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A música como expressão social, cultural e política.<br /><br />PIX: interdcontato@gmail.com<br /><br />Site: <a href="https://www.interd.net.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.interd.net.br</a> <br />Contato: interdcontato@gmail.com

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Episode thumbnail for Chinaina defende uso criativo da inteligência artificial e critica domínio dos algoritmos na música #70

July 9, 2026

Chinaina defende uso criativo da inteligência artificial e critica domínio dos algoritmos na música #70

A inteligência artificial pode ampliar as possibilidades criativas dos artistas, desde que seja utilizada com critério e sensibilidade. Essa é a avaliação do cantor, compositor e apresentador Chinaina, que falou sobre o tema em entrevista ao InterD, programa apresentado por AD Luna* e veiculado pela Universitária FM do Recife. Durante a conversa, que foi ao ar na quarta (08/7/2026), ele apresentou detalhes sobre seu novo projeto na televisão, o Caça Joia Clipes, que estreou em maio de 2026 no Canal Futura e está disponível gratuitamente na Globoplay.<br /><br />Segundo Chinaina, o programa nasceu da percepção de que a produção audiovisual da música independente brasileira cresceu de forma expressiva nos últimos anos, sem que surgissem espaços proporcionais para sua divulgação. "Eu só via a produção de clipe independente aumentar toda hora e não via lugar para essa produção. Vivendo no reinado do algoritmo, fica muito difícil as pessoas descobrirem novos artistas", afirmou. A proposta do Caça Joia Clipes, explica, é justamente funcionar como uma vitrine para essa produção que muitas vezes permanece invisível nas plataformas digitais.<br /><br />O compromisso com essa ideia começou ainda na seleção dos participantes. Chinaina conta que ele e a diretora do programa, Pamela Gachido, assistiram pessoalmente a mais de quatro mil videoclipes inscritos. "Quando eu mando o meu material para alguém, eu espero que essa pessoa escute. Isso é uma forma de respeitar a música e o tempo desse artista. Então foi uma curadoria feita como os antigos faziam. A gente sentou e assistiu aos quatro mil clipes."<br /><br />Além da qualidade artística, a equipe buscou representar a diversidade da música brasileira. "Era importante ter cuidado com a questão de gênero, contemplar diversos estilos musicais e mapear a música brasileira como um todo. Acho que todos os estados estão representados nessa primeira edição." Para ele, a criatividade também teve peso decisivo. "A cena independente brasileira faz coisas de tremenda qualidade. Muitas vezes, com pouquíssima grana, a galera consegue fazer um material superinteressante."<br /><br />Essa postura também se reflete na forma como o programa lida com os critérios de seleção. Enquanto as plataformas digitais priorizam métricas de engajamento, Chinaina diz que o Caça Joia Clipes ignora completamente esses indicadores. "A gente descarta essa lógica do algoritmo fazendo o que tem que fazer: assistindo a tudo, sendo muito curioso, pesquisando, indo atrás das coisas." E completa: "A última coisa que a gente analisa — na verdade, nem analisa — são os números de players ou de seguidores. Sinceramente, a gente está cagando para esse tipo de coisa. O que importa é o talento, a inventividade e a criatividade. Os números a gente deixa para os matemáticos."<br /><br />Ao comentar o avanço da inteligência artificial, Chinaina adotou uma posição equilibrada, distante tanto do entusiasmo irrestrito quanto do pessimismo. Para ele, a IA é mais uma ferramenta disponível aos artistas. "Eu vejo que a IA está aí e a gente tem que saber usar. Toda tecnologia traz uma coisa boa e uma coisa ruim." Embora reconheça que já exista "uma quantidade de música ruim feita por IA" e "músicas sem alma", ele acredita que isso não define o potencial da tecnologia. "Sabendo usar bem a IA, ela pode ser uma ferramenta."<br /><br />Como exemplo, citou o trabalho recente de Lúcio Maia. "O Lúcio Maia acabou de lançar um disco e os clipes dele foram todos feitos em IA. Tem um resultado muito legal e um desses clipes está no Caça Joia Clipes." Chinaina também lembrou de um videoclipe da cantora e instrumentista Lívia Matos. "Ela fez um clipe incrível usando IA, mas isso é feito com muito bom gosto."<br /><br />Na visão do apresentador, o diferencial está justamente na forma como a tecnologia é empregada. "Se for para ser só uma cópia do que já existe, do que é a própria lógica da IA, saindo roubando um pouquinho de todo conceito artístico para...

Episode thumbnail for A história por trás de “A Feira de Caruaru” e a importância da gravadora Rosenblit  #69

May 20, 2026

A história por trás de “A Feira de Caruaru” e a importância da gravadora Rosenblit #69

O compositor Onildo Almeida e a cantora e produtora Kira Derne participaram, nesta quarta (20), do programa InterD, apresentado pelo músico e jornalista AD Luna, na rádio da Universidade Federal de Pernambuco. Durante a entrevista, os artistas falaram sobre o relançamento da versão original de “A Feira de Caruaru”, gravada em 1956, além da preservação da memória da música nordestina e do legado da gravadora Rosenblit.<br />A versão original de “A Feira de Caruaru” foi lançada nas plataformas de streaming no último dia 8 de maio, como parte das comemorações pelos 70 anos da canção. O registro histórico, originalmente gravado em disco de 78 rotações nos estúdios da antiga Rosenblit, no Recife, passou por um processo de restauração e remasterização.<br /><br />A música se tornou um dos maiores símbolos culturais de Pernambuco após ganhar projeção nacional na voz de Luiz Gonzaga. No entanto, a gravação agora disponibilizada traz a interpretação original do próprio compositor, atualmente com 98 anos.<br /><br />A responsável pelo relançamento é Kira Derne, integrante da banda Diablo Angel. Segundo ela, o projeto nasceu do desejo de recuperar uma versão considerada histórica da música.<br />“Era um desejo pessoal meu de ter essa música, essa versão especialíssima na voz de Onildo”, afirmou. “É uma canção que significa muito para a nossa cultura, para Caruaru, para Pernambuco e para a cultura brasileira.”<br /><br />Além do trabalho de restauração do áudio, o projeto incluiu pesquisa sobre os registros originais e o desenvolvimento de uma nova identidade visual para o lançamento.<br />Durante a entrevista, Onildo Almeida relembrou como a composição chegou a Luiz Gonzaga. Segundo o compositor, Gonzaga ouviu a música quando passou por Caruaru e decidiu gravá-la posteriormente.<br /><br />“Ele chegou a ouvir e achou a música importante. Aí me procurou. ‘Se eu quero gravar essa música’, ele disse. ‘Pode gravar’. Aí gravou e aconteceu, né? Até hoje”, contou Onildo.<br />O compositor também relembrou sua trajetória no rádio pernambucano, marcada por programas de auditório e críticas musicais irreverentes. Ele afirmou que costumava quebrar discos ao vivo quando considerava uma música ruim, prática que ajudou a consolidar sua audiência.<br /><br />As celebrações pelos 70 anos de “A Feira de Caruaru” incluem ainda um show especial de Onildo Almeida no São João de Caruaru, previsto para o dia 19 de junho, no Polo Camarão. Segundo Kira Derne, será a primeira apresentação dedicada exclusivamente à obra do compositor, reunindo 13 de seus maiores sucessos.<br /><br />Outro projeto relacionado ao artista foi o relançamento digital do disco “Forrock”, ocorrido em outubro de 2025. O álbum também contou com produção de Kira Derne e marcou a chegada da obra fonográfica de Onildo Almeida às plataformas digitais.<br /><br />A produtora relatou que o processo de recuperação e liberação do acervo da Rosenblit levou mais de um ano e enfrentou dificuldades até chegar ao produtor Hélio Rosenblit, responsável por viabilizar o lançamento.<br /><br />Durante a entrevista, Onildo Almeida destacou a importância histórica da gravadora pernambucana para a música nordestina. Segundo ele, a Rosenblit teve papel fundamental na preservação e circulação do forró em um período em que as grandes gravadoras do eixo Rio-São Paulo dominavam o mercado fonográfico brasileiro.<br /><br />Acesse: www.interd.net.br<br /><br /><br /><br />O<b> InterD</b> é um portal de jornalismo cultural dedicado à música em suas diversas expressões, com foco nas cenas locais e independentes. O projeto aborda a indústria musical, a produção artística e as relações entre música, sociedade, história, política e outras artes, oferecendo análises, entrevistas, críticas e cobertura de eventos.<br /><br />O projeto integra mídias escrita e audiovisual (site, rádio e vídeo).<br /><br />Na rádio, o programa vai ao ar todas as quartas, às 20h, na Rádio Universitária FM do Recife e nas principais...

Episode thumbnail for Cannibal relembra origem da Devotos e o poder social do punk #68

March 11, 2026

Cannibal relembra origem da Devotos e o poder social do punk #68

Marconi dos Santos Souza é uma figura da cultura pernambucana. Mais conhecido como Cannibal, ele está à frente de uma das bandas mais emblemáticas do universo punk e hardcore de Pernambuco e do país. Formada em 1988, a Devotos foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Recife em 2024 pela Câmara Municipal.<br /><br />Nesses quase 40 anos de vida, o baixista e vocalista, junto com os amigos e companheiros  Celo Brown (bateria) e Neilton (guitarra), transformou experiências vividas no Alto e observações aguçadas sobre a realidade social em música. <b> Na série Minha História, do programa InterD – ciência e cultura,</b> o músico relembrou como o movimento punk mudou sua visão de mundo e levou à criação da banda.<br /><br />Cannibal conta que sua relação com a música começou de forma indireta. Na adolescência, ele se dedicava ao futebol e chegou a jogar nas categorias de base do Santa Cruz, chegando ao limiar de integrar a equipe de juniores do tradicional clube pernambucano. A virada ocorreu em meados dos anos 1980, quando entrou em contato com uma das inúmeras vertentes do rock.“Entrei nesse universo da música através do movimento punk, em 1984. Ali comecei a ver o mundo de outra forma”, afirma. <br /><br />Roteiro e apresentação: AD Luna <br /><br />Acesse: www.interd.net.br  @portal.interd<br /><br />Colabore com o trabalho do InterD por meio do PIX: interdcontato@gmail.com <br /><br /><b>Sobre o InterD</b><br /><br />Inspirado na conexão entre arte e ciência, que influenciou cientistas e também se deixou inspirar pelo universo científico –, nasceu o <b>InterD – ciência e cultura</b>. O projeto integra mídias escrita e audiovisual (site, rádio e vídeo) e aborda temas de divulgação científica, saúde e cultura.<br /><br />Na rádio, o programa vai ao ar todas as quartas, às 20h, na Rádio Universitária FM do Recife e nas principais plataformas digitais (Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Amazon Music, Google Podcasts, YouTube, entre outras). Os(as) convidados(as) participam de entrevistas e indicam músicas relacionadas aos temas discutidos.<br /><br />No site, são publicados textos, entrevistas, reportagens e versões escritas das edições da rádio, além de áudios integrais e conteúdos em vídeo. <br /><br />Visite: <a href="https://www.interd.net.br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">www.interd.net.br</a><br /><br />O InterD é uma produção da InterD Comunicação <a href="https://www.instagram.com/interdcomunica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@interdcomunica</a><br /><br /><br />

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