Análises para a Rádio USP sobre cotidiano da capital paulista, feitas pelo arquiteto, urbanista e professor tiular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Nabil Bonduki. Nabil já foi superintendente de Habitação Popular de São Paulo (89-92), coordenou a elaboração do substitutivo do Plano Diretor Estratégico da cidade e os Planos Regionais das subprefeituras da capital. Atuou ainda na coordenação para a elaboração do Plano Nacional de Habitação, foi secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (2011-2) e vereador duas vezes.

Nabil Bonduki e o Cotidiano da Metrópole - Rádio USP
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Análises para a Rádio USP sobre cotidiano da capital paulista, feitas pelo arquiteto, urbanista e professor tiular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Nabil Bonduki. Nabil já foi superintendente de Habitação Popular de São Paulo (89-92), coordenou a elaboração do substitutivo do Plano Diretor Estratégico da cidade e os Planos Regionais das subprefeituras da capital. Atuou ainda na coordenação para a elaboração do Plano Nacional de Habitação, foi secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (2011-2) e vereador duas vezes.
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August 22, 2020
São Paulo precisa dar mais atenção para a crescente população em situação de rua
<p>Na edição de <a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/perfis/nabil_bonduki/">Cotidiano na Metrópole</a> desta semana, o arquiteto e urbanista <a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/perfis/nabil_bonduki/">Nabil Bonduki</a>, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, repercute o censo realizado pela Prefeitura de São Paulo, em 2019, e anunciado nesta semana, que confirmou que, nos últimos quatro anos, a população em situação de rua cresceu a uma taxa média anual de 11,5%, saltando de 15,9 mil para 24,4 mil pessoas.</p> <p>Partindo de uma <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nabil-bonduki/2020/02/sao-paulo-a-cidade-onde-a-populacao-em-situacao-de-rua-mais-cresce-no-mundo.shtml" rel="noopener noreferrer" target="_blank">coluna</a> escrita para o jornal Folha de S. Paulo, Bonduki reforça que os dados divulgados pela Prefeitura podem conter imprecisões, já que grupos como o Movimento da Pop Rua, uma organização que atua na área, “argumentam que o número seria maior, porque muitas ruas não foram contadas”, ou seja, ficaram de fora do Censo.</p> <p>Além disso, o professor contesta a metodologia utilizada pela empresa Qualitest, responsável pelo levantamento, que, em edições anteriores, ficou sob responsabilidade da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).</p> <p>Apesar das falhas, o especialista defende que o censo é importante e confirma a necessidade de se prestar atenção nesse alto crescimento. Para Bonduki, a priorização de políticas públicas na área não tem acontecido. “A Prefeitura tem mostrado preocupação com o tema, mas as iniciativas são muito tímidas”, finaliza.</p>

August 8, 2020
Reforma do Vale do Anhangabaú é necessária, mas verba poderia ser mais bem distribuída
<p>Na edição de <a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/perfis/nabil_bonduki/">Cotidiano na Metrópole</a> desta semana, o arquiteto e urbanista <a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/perfis/nabil_bonduki/">Nabil Bonduki</a>, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, comenta o novo projeto do Vale do Anhangabaú, região do centro de São Paulo, que atravessa um período de reformas. Uma imagem recém-divulgada do local <a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/07/novo-anhagabau-mantera-arvores-mas-urbanistas-apontam-outros-problemas.shtml" rel="noopener noreferrer" target="_blank">foi criticada na internet</a> pela ausência de árvores e abundância de concreto.</p> <p>Para o urbanista, a reforma era necessária, mas “não uma completa destruição do projeto existente, na sua total reestruturação e recomposição”. O projeto original foi criado pelos arquitetos Jorge Wilheim, Rosa Kliass e Jamil Kfouri e teve como principal objetivo “criar uma grande área pública no coração do centro de São Paulo”, lembra o professor. Já o novo <a href="https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/projetos-urbanos/anhangabau/" rel="noopener noreferrer" target="_blank">projeto</a> teve a consultoria do escritório de arquitetura do dinamarquês Jan Gehl.</p> <p>O professor reconhece que a área possuía inúmeros problemas antes da reforma, “problemas que exigiam mudança e conformação, mas, evidentemente, isso deveria ser feito considerando o projeto existente, já que era um projeto importante de arquitetos relevantes da história de São Paulo”, opina. Embora o novo projeto venha para resolver diversos problemas da região, para Bonduki seu custo é “muito elevado”.</p> <p>“São R$ 94 milhões que poderiam ser aplicados numa reforma mais moderada do Anhangabaú e na implantação de outras áreas públicas, principalmente na periferia da cidade, onde a carência é muito grande”, pontua o especialista ao sugerir também que parte da verba poderia ter sido aplicada no próprio centro de São Paulo, em alternativas de habitação social.</p>

August 8, 2020
Prefeitura deveria criar plano emergencial para abrigar famílias durante pandemia
<p>Na edição de <a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/perfis/nabil_bonduki/">Cotidiano na Metrópole</a> desta semana, o arquiteto e urbanista <a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/perfis/nabil_bonduki/">Nabil Bonduki</a>, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, discorre sobre a desigualdade de condições de moradia que tem afetado parte da população de renda mais baixa durante a pandemia do novo coronavírus.</p> <p>Para Bonduki, as desigualdades que já são normalmente evidentes em uma cidade como São Paulo estão ainda mais acentuadas hoje. “Os desiguais ficam muito mais desiguais”, pontua o professor, ao ressaltar que cerca de 10% da população dos bairros mais ricos de São Paulo tem a possibilidade de sair da cidade para uma segunda casa, com mais espaço e acesso a áreas abertas, <a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/05/em-bairros-ricos-paulistanos-ate-10-dos-moradores-passando-quarentena-fora-de-casa.shtml" rel="noopener noreferrer" target="_blank">de acordo com levantamento</a> realizado pela Folha de S. Paulo, a partir de dados fornecidos pelo Covid Radar.</p> <p>Sobre a parcela da população que não tem acesso a esse tipo de recurso, Bonduki alerta sobre a situação dramática envolvendo aluguéis e despejos. Dentre as famílias que pagam aluguel na capital paulista, aquelas que perderam sua fonte de renda por causa da quarentena têm enfrentado as piores condições. Além disso, “não foram suspensas as ações de despejo, assim como também não foram suspensas as ações de reintegração de posse”, argumenta ele.</p> <p>De acordo com o professor, é preciso criar um plano emergencial para abrigar famílias durante a pandemia e a Prefeitura não deve promover ações de reintegração de posse. “Um plano emergencial é fundamental para que o Estado mostre que está preocupado com a questão social na cidade de São Paulo”, finaliza.</p>
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