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O bandeirante

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by O bandeirante

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A história do Brasil narrada como no tempo dos seus avós. História e Historiografia do Brasil.

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🇵🇹

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6/3/2021

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Episode thumbnail for 022. Mestre João, Caminha, prioridade, intenção/acaso e o nome do Brasil

November 15, 2021

022. Mestre João, Caminha, prioridade, intenção/acaso e o nome do Brasil

<p>Spotify, YouTube, Apple Podcasts, Google Podcasts, Telegram e Instagram:</p> <p>https://linktr.ee/O_bandeirante</p> <p>Carta de Mestre João, físico, cosmógrafo e médico, enviada do Brasil para D. Manuel I, escrita em 1º de maio de 1500.</p> <p>Francisco Adolfo de Varnhagen, o grande historiador brasileiro do século XIX, descobriu no arquivo da Torre do Tombo, em 1843, a carta de Mestre João, cosmógrafo e médico da frota de Cabral. Esse documento ensejou algumas teses sobre a intencionalidade do descobrimento do Brasil. Assista ao vídeo e descubra um pouco mais sobre esse cientista que tentou precisar a localização geográfica do Brasil usando seus instrumentos náuticos desde a baía de Cabrália, em fins de abril de 1500.</p> <p>Conheça um pouco da vida de Pero Vaz de Caminha, o escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral, e descubra que a nossa certidão de nascimento já continha um traço do jeitinho brasileiro.</p> <p>É indiscutível que os espanhóis passaram pelo litoral brasileiro antes de Cabral. Houve escritores franceses, já refutados, que pretenderam atribuir a Jean Cousin, em 1488, o pioneirismo nessas terras. Duarte Pacheco Pereira pode ter passado por aqui em 1498, a serviço de D. Manuel. Como fica essa questão?</p> <p>O mero acaso não trouxe Cabral até aqui. A suspeita de que havia terras a oeste do trajeto feito, ao longo do Atlântico, para evitar as calmarias do litoral africano também é indiscutível. A intencionalidade, contudo, não é satisfatoriamente confirmada ainda.</p> <p>Pindorama, Terra dos papagaios, Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz e Brasil. Descubra por que o atual nome do nosso país resultou de uma ação demoníaca, segundo o cronista João de Barros (1496-1570).</p>

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November 2, 2021

021. Literatura portuguesa: de Fernão Lopes a Damião de Góis (1380-1574)

<p>Spotify, YouTube, Apple Podcasts, Google Podcasts, Telegram e Instagram:</p> <p>https://linktr.ee/O_bandeirante</p> <p>Fernão Lopes (1380-1460 aproximadamente) foi o primeiro grande historiador e prosador de Portugal. Além de Guarda do Arquivo Real, desempenhou a função de Cronista-mor do Reino. Dentre suas crônicas estão a de D. Pedro I, D. Fernando I e D. João I. Alexandre Herculano o denominou como "o pai da História de Portugal".</p> <p>Um pouco sobre a vida e a obra do fundador do teatro português: Gil Vicente (1465 ?-1537 ?).</p> <p>Garcia de Resende, (1470-1536): foi uma espécie de continuador de Fernão Lopes e de Gomes Eanes de Zurara. Secretário particular de D. João II e secretário da Fazenda de D. Manuel I e de D. João III, foi o primeiro a colocar a tragédia de Inês de Castro em poesia. Suas obras principais são: Crônica Del-Rei D. João II, Miscelânea e variedade de histórias e, a mais famosa, Cancioneiro Geral.</p> <p>Um pouco da vida e da obra de Bernardim Ribeiro (1482-1550), autor da literatura portuguesa que se consagrou com sua prosa poética de “Menina e moça”.</p> <p>Conheça o maior historiador quinhentista português. &nbsp;O autor que inspirou Camões a escrever "Os lusíadas".</p> <p>Damião de Góis (Alenquer, 1502 - Lisboa, 1574) teve uma vida repleta de fatos interessantes. Foi encarregado de negócios na Feitoria Comercial de Flandres, conviveu com grandes personagens históricos, como Erasmo de Roterdã, Martinho Lutero e Albrecht Dürer (que lhe pintou num retrato). Organizou a resistência da cidade belga de Lovaina, quando da invasão francesa de Francisco I, e acabou preso. Liberto voltou a Lisboa, se tornou guarda-mor da Torre do Tombo e iniciou seu trabalho de cronista. Em 1572 é injustamente condenado pelo Tribunal da Santa Inquisição por supostamente ser um “herege luterano”. Obras principais: Crônica do felicíssimo Rei Dom Manuel e Crônica do Príncipe Dom João.</p>

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October 16, 2021

020. Do Caramuru ao Bacharel de Cananéia

<p>Spotify, YouTube, Apple Podcasts, Google Podcasts, Telegram e Instagram:</p> <p>https://linktr.ee/O_bandeirante</p> <p>Acompanhe um breve resumo da vida do mais famoso entre os náufragos que viveram na costa brasileira no século XVI: o Caramuru. &nbsp;Diogo Álvares Correia (1475?, Viana do Castelo, Portugal - 1557, Bahia, Brasil) naufragou numa embarcação francesa em 1508, 1509 ou 1510, próximo à foz do Rio Vermelho, atual Salvador-BA, &nbsp;e acabou casado com Paraguaçu, filha de Taparica, um grande chefe dos tupinambá. Santa Rita Durão imortalizou o Caramuru num épico, de 1781.</p> <p>Filha de Taparica, um morubixaba tupinambá, Paraguaçu ou Guaibimpará é a Índia que se casou com Diogo Álvares Correia, o famoso Caramuru. Em 1528 ambos viajam à França onde ela é batizada com o nome de sua madrinha, Catarina, e se casam como cristãos. No fim da vida, após a morte do marido, Paraguaçu vivia nos arredores de uma igreja que havia mandado construir em homenagem a uma aparição que viu em sonho de Nossa Senhora a ela. Assimilou muito bem a cultura e o modo de vida dos europeus, casou suas filhas com portugueses, viu os filhos receberem títulos de nobreza de D. João III e faleceu, em 1583, como uma dama influente da incipiente sociedade baiana.</p> <p>O “pai dos mamelucos”, foi um náufrago português que chegou ao Brasil na virada da primeira para a segunda década do século XVI, entre 1508 e 1512. Casou-se com Bartira, filha do maior morubixaba tupiniquim da região de São Vicente e se tornou o maior aliado de Martim Afonso de Souza e dos portugueses na conquista daquela região. Sua vida é longa e repleta de histórias interessantes: a complexa relação com os jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega, a participação fundamental na conquista do Planalto de Piratininga e fundação da Vila de São Paulo etc. Teve vida longa e em 1562, com a morte do sogro, comandou um massacre de tupiniquins rivais a mando da Câmara de São Paulo. Foi o grande detentor do poder naquelas terras e teve grande prestígio entre donatários, capitães e até governadores-gerais.</p> <p>Filha do morubixaba tupiniquim Tibiriçá, Bartira se tornou a principal esposa do náufrago português João Ramalho. Conheça algo de sua história nessa leitura do livro “História do Brasil para crianças” de Viriato Corrêa. &nbsp;Obs.: a imagem é um desenho de J. M. Rugendas de uma Índia do grupo dos Coroados e Coropôs.</p> <p>Personagem misterioso da nossa história. Trata-se provavelmente de um desertor português da expedição de 1501. Estabeleceu-se em Cananéia e adaptou-se a vida indígena entre os carijós. Trava contato com o navegador espanhol Diego Garcia e com Martim Afonso de Sousa. Teria colaborado com ambos em expedições fracassadas que pretendiam atingir a “Sierra de la plata”, região de Potosí, atual Peru.</p>

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