April 23, 2026
Estás a Criar Conteúdo Mas Não Estás a Gerar Negócio — E Aqui Está o Porquê.
<p><strong>Estás a fazer barulho ou a fazer negócio?</strong></p><p>Deixa-me ser directo contigo logo à partida: se estás a criar conteúdo de forma consistente, mas não estás a ver resultados — não estás a atrair clientes, não estás a gerar oportunidades, não estás a fazer crescer o teu negócio — há uma hipótese muito real de que não estás verdadeiramente a criar conteúdo. Estás apenas a ocupar espaço no feed de algumas pessoas.</p><p>E isso dói ouvir, eu sei. Mas é exactamente por isso que vale a pena falar sobre isto.</p><p>Neste episódio d’O Criador Contente mergulhei fundo nesta questão, porque é um erro que vejo acontecer com muita frequência — e que também eu próprio já cometi. A boa notícia? Tem solução. E começa com uma palavra que uso muito: <strong>intencionalidade</strong>.</p><p><strong>O problema começa no posicionamento</strong></p><p>A primeira pergunta que tens de te fazer é simples, mas poderosa: <strong>quando alguém vê o teu conteúdo, percebe claramente quem tu és e o que fazes?</strong></p><p>Sou jardineiro? Advogado? Especialista em moda? Criador de conteúdo para marcas de gastronomia? Se a resposta não for imediata e clara para quem te vê pela primeira vez, tens um problema de posicionamento.</p><p>E atenção — o posicionamento não é só para quem quer trabalhar com marcas. É igualmente importante se és um profissional liberal, um empresário ou alguém que quer usar o conteúdo para atrair clientes directamente. O teu público precisa de perceber, rapidamente, com o que conta quando te segue.</p><p><strong>Os teus valores também fazem parte do posicionamento</strong></p><p>Isto é algo que muitas vezes se esquece. O teu posicionamento não é só o que fazes — é também <strong>como</strong> e <strong>porquê</strong> o fazes. Os teus valores, o teu tom, a tua forma de ver o mundo.</p><p>Imagina que és um criador com uma postura clara em relação à sustentabilidade ambiental. Se de repente aparece uma marca com uma pegada ecológica questionável e tu fazes o endorsement porque pagaram bem… a tua comunidade vai sentir-se traída. E tem razão para isso.</p><p>A coerência entre o que dizes, o que defendes e com quem trabalhas é o que constrói — ou destrói — a confiança. E sem confiança, não há negócio.</p><p><strong>O catavento das tendências não te vai salvar</strong></p><p>Já viste acontecer com frequência. Aparece uma nova trend, toda a gente começa a publicar os avatares 3D, as dancinhas, o formato da semana, e lá vamos nós atrás.</p><p>Pode gerar likes. Pode gerar comentários. Pode até gerar algum crescimento de seguidores.</p><p>Mas dificilmente te vai gerar negócio.</p><p>Porquê? Porque ir constantemente atrás de tendências vai precisamente contra a construção de um posicionamento sólido e de um tom reconhecível. Podes até criar um posicionamento involuntário — o de “seguidor de tendências” — mas isso não te vai ajudar a ser reconhecido como referência na tua área.</p><p>E ser uma referência é o que te traz negócio.</p><p><strong>O erro do “eu, eu, eu”</strong></p><p>Outro padrão que vejo com demasiada frequência: conteúdo centrado exclusivamente em quem o cria.</p><p>“Tenho empresa há X anos.”“Somos inovadores.”“Sou diferente da concorrência.”“A nossa qualidade é inigualável.”</p><p>O teu futuro cliente não quer saber disso — pelo menos não assim. O que ele quer saber é: <strong>o que é que tu podes fazer por mim?</strong></p><p>Agora, atenção — isto não significa que não deves falar de ti. Significa que quando falas de ti, deve ser para ilustrar uma solução, para mostrar uma transformação, para provar que o problema que o teu cliente tem pode ser resolvido. Usar a tua experiência para exemplificar é completamente diferente de te gabar constantemente.</p><p>A diferença entre um é conectar. O outro é afastar.</p><p><strong>Só conteúdo de venda? Problema garantido.</strong></p><p>Se sempre que o teu público encontra o teu conteúdo a única coisa que vê é uma promoção ou uma chamada para comprar, o algoritmo vai ignorar-te — e o público também.</p><p>As pessoas, na maior parte das vezes, <strong>não estão à procura de comprar</strong>. Estão à procura de aprender, de se inspirar, de resolver um problema, de se entreter. Se o teu conteúdo só existe para vender, deixa de ser relevante. E relevância é tudo.</p><p><strong>Educa antes de vender</strong></p><p>A forma mais eficaz de criar relevância é através da educação. Em vez de dizer “esta lapiseira escreve bem, compra já”, experimenta uma abordagem diferente:</p><p>* Identifica um problema com o qual o teu público se identifica</p><p>* Mostra que entendes esse problema</p><p>* Apresenta a solução — e aí sim, o teu produto ou serviço entra naturalmente na conversa</p><p>É esta sequência — <strong>problema → identificação → solução</strong> — que cria confiança. E é a confiança que, com o tempo, gera vendas.</p><p><strong>Conteúdo polarizador não é conteúdo agressivo</strong></p><p>Uma das coisas que também partilho neste episódio, e que pode parecer contra-intuitiva, é a importância de <strong>marcar posição</strong>.</p><p>Muitas vezes tentamos ser tão inclusivos, tão neutros, tão inofensivos no nosso conteúdo que acabamos por não dizer nada. E conteúdo que não diz nada não cria nada — nem identificação, nem negócio.</p><p>Não estou a falar de ser agressivo ou polémico por ser. Estou a falar de ter uma perspectiva, de defender uma posição, de ser alguém com quem as pessoas concordam — ou discordam. Isso é o que cria comunidade real. Só uma parte do público se vai identificar contigo, e está bem assim. Não precisas de agradar a toda a gente. Precisas de ser a referência certa para as pessoas certas.</p><p><strong>O contexto também é estratégia</strong></p><p>Há outro erro subtil que vale a pena mencionar: ignorar o contexto temporal do conteúdo.</p><p>Falar de bagagem quando ninguém está a planear viagens. Falar de seguros de férias em pleno Inverno. Falar de vindimas em Maio. São exemplos óbvios, mas o princípio aplica-se a qualquer área.</p><p>Quando o teu conteúdo aparece no momento certo — quando o teu público já está a pensar naquele tema, naquele problema, naquela necessidade — a receptividade é completamente diferente. Respeitar os timings é uma forma de respeitar a atenção do teu público.</p><p><strong>Métricas de vaidade não pagam contas</strong></p><p>Para terminar, um aviso que dou com alguma regularidade: <strong>não baseies as tuas decisões de conteúdo apenas em likes, comentários e partilhas</strong>.</p><p>Esses números podem ser enganadores. Uma publicação pode ter imenso engagement porque foi engraçada, porque tocou numa emoção, porque apanhou uma onda — sem que isso signifique que estás a atrair clientes ou a construir autoridade na tua área.</p><p>As métricas que importam para o negócio são outras: pedidos de contacto, leads geradas, conversas iniciadas, vendas atribuídas ao conteúdo. Não ignores as métricas de vaidade, mas não deixes que sejam elas a guiar a tua estratégia.</p><p><strong>Em resumo: conteúdo intencional vs. conteúdo decorativo</strong></p><p>Se ficasses com uma única ideia deste episódio, era esta: <strong>a diferença entre conteúdo que gera negócio e conteúdo que gera barulho é a intencionalidade</strong>.</p><p>Intencionalidade no posicionamento. No tom. Na coerência. No que escolhes falar e quando. Em como apresentas o valor do que fazes. Em quem queres atrair — e, implicitamente, em quem não queres.</p><p>Criar conteúdo sem esta intencionalidade é como gritar num concerto. O som existe. Mas ninguém te ouve.</p><p>Se este tema te fez pensar — e espero que sim — ouve o episódio completo. Aprofundo cada um destes pontos com exemplos concretos e vais sair de lá com coisas para aplicar ainda esta semana.</p><p>O Criador Contente — um podcast sem promessas para criadores sem pressas.</p><p><strong>Também podes gostar de…</strong></p><p><strong>→ Ep. 48 — Criar para Vender vs. Criar para Ser Admirado</strong>Se este episódio te fez questionar a intenção por trás do teu conteúdo, este complementa-o na perfeição. Falo sobre a tensão entre criar para agradar e criar para converter — e porque estas duas coisas nem sempre andam juntas.</p><p><strong>→ Ep. 47 — Conteúdo Relacional vs. Transaccional: Qual Está a Construir Mesmo o Teu Negócio?</strong>A distinção entre conteúdo que constrói relação e conteúdo que empurra para a venda é fundamental para perceber porque é que o teu conteúdo pode estar a falhar — mesmo quando parece estar a correr bem.</p><p><strong>→ Ep. 28 — A Arte de Traduzir Características em Benefícios</strong>Falo directamente sobre o erro de vender características em vez de transformações — um dos pontos centrais deste episódio, aprofundado com exemplos práticos.</p><p>🚀 Segue “O Criador Contente” no Substack para mais conteúdos fenomenais:**</p><p></p><p>Queres potenciar o teu conteúdo? 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