Vozes que Vale(m) é um programa produzido por quem luta contra as injustiças causadas pelas mineradoras, em especial a Vale S/A. Aqui o povo tem voz e conta a realidade de quem é atingido e atingida dia a dia pelos desmandos do capital.

Vozes que Vale(m)
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Vozes que Vale(m) é um programa produzido por quem luta contra as injustiças causadas pelas mineradoras, em especial a Vale S/A. Aqui o povo tem voz e conta a realidade de quem é atingido e atingida dia a dia pelos desmandos do capital.
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Recent Episodes

June 19, 2023
EP #18 - Comunidades da Indonésia pedem ajuda ao Brasil para impedir violações da Vale
<p>O Brasil e o mundo sabem do potencial de destruição da Vale. As imagens da lama despejada pela empresa sobre Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, ficaram internacionalmente conhecidas quando a barragem de Fundão e a barragem I, da mina Córrego do Feijão, se romperam em 2015 e 2019, respectivamente. </p> <p>Mas para além dos grandes crimes da empresa em território nacional, há as violências diárias cometidas por ela contra povos e comunidades impactados por suas atividades ao redor do mundo. No episódio #18 vamos levar vocês a uma vila na Ilha de Sulawesi, na Indonésia, para ouvir o pedido de ajuda de agricultores e agricultoras que tentam proteger seus modos de vida, seu sustento e a floresta de mais uma tentativa da Vale de violar o ventre da terra para dar lucro a seus acionistas.</p> <p><br></p> <p>Saiba mais: https://www.atingidosvale.com/violacoes-vale-indonesia/</p> <p><br></p> <p><br></p>

April 30, 2023
EP #17 - Essa terra tem lei
<p>Imagine um cenário em que uma megaempresa do ramo da mineração se instala em um território que nunca havia sido impactado por uma atividade extrativista em larga escala. Por ter muito dinheiro, esta empresa consegue influenciar políticos e gestores públicos para receber licenças ambientais mesmo sem provar que suas não causarão danos.</p> <p><br></p> <p>Imagine, ainda, que por causa desse poder econômico, a empresa instala e depois opera suas atividades causando inúmeros danos às famílias e demais seres vivos do território, anos a fio, sem nunca ser questionada pelos gestores públicos e nem pelo judiciário. As pessoas atingidas até denunciam a empresa, mas não são ouvidas, e quando insistem na denúncia, são caladas por processos judiciais movidos contra elas pela mineradora.</p> <p><br></p> <p>Esta é a realidade de milhares de pessoas impactadas todos os dias, dentro e fora do Brasil, pelas atividades predatórias da mineradora Vale S.A., e por tantas outras empresas que, como ela, utilizam seu poder econômico para violar direitos socioambientais em benefício do lucro de seus acionistas.</p> <p><br></p> <p>Mas está por vir um reforço à luta contra as violações cometidas por empresas. É o <a href="https://homacdhe.com/index.php/2022/10/11/marco-nacional-de-direitos-humanos-e-empresas-pl-572-2022/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Projeto de Lei 572 de 2022</a>, um marco nacional sobre direitos humanos e empresas que estabelece diretrizes para a promoção de políticas públicas sobre o tema, segundo a ONG Justiça Global. Lançado em julho do ano passado por meio da campanha <a href="https://www.global.org.br/blog/campanha-essa-terra-tem-lei-e-lancada-no-fospa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">“Essa Terra Tem Lei – Direitos para os Povos, Obrigações para as Empresas”</a>, o PL 572 nasceu de uma construção coletiva de entidades, organizações e movimentos sociais, e está tramitando no legislativo há quase um ano. Além da Justiça Global, assinam o projeto a CUT Nacional, MTST, MAB, Repórter Brasil, Amigos da Terra, Instituto PACS, Oxfam Brasil, Fundação Friedrich Ebert, Conectas e Homa – Centro de Direitos Humanos e Empresa da Universidade Federal de Juiz de Fora.</p> <p><br></p> <p>No episódio #17 do podcast <strong>Vozes que Vale(m)!</strong>, entrevistamos Tchenna Maso, doutoranda em Direitos Humanos e Democracia na Universidade Federal do Paraná, para saber mais sobre o PL e entender o que poderia ser diferente na vida das atingidas e atingidos pela Vale caso a lei já estivesse em vigor – e sendo cumprida, que é o mais importante.</p>

August 31, 2022
A vida rachada: violações socioambientais inauguradas pela Vale em Moçambique são perpetuadas por mineradora indiana
<p> </p> <p>Há cerca de um ano e meio, a mineradora Vale anunciou que deixaria de explorar carvão das minas de Moatize e o corredor logístico de Nacala, em Moçambique, e venderia o negócio a outra empresa. A estratégia, conhecida como <a href="https://diplomatique.org.br/desinvestimento-da-vale-e-da-ternium-reforca-violacao-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">“desinvestimento”</a>, costuma ser utilizada por empresas transnacionais quando o lucro já não caminha mais para o esperado ou quando as atividades já não estão mais de acordo com os planos futuros da matriz.</p> <p>O anúncio da saída da Vale do negócio de carvão em Moçambique foi cercado por desinformação e secretismo por parte da mineradora. As populações afetadas pela exploração das minas a céu aberto em Moatize, na província de Tete, temiam que a operação virasse uma estratégia de abandono da Vale de todas as reparações, indenizações e reassentamentos que ela deve por cerca de 15 anos de violações de direitos e violências cometidas contra populações locais, incluindo expropriações, desalojamentos, poluição e desestruturação de modos de vida tradicionais.</p> <p>Em 25 de abril desse ano, a Vale <a href="https://www.dw.com/pt-002/vale-mo%C3%A7ambique-conclui-venda-de-neg%C3%B3cio-de-carv%C3%A3o-%C3%A0-vulcan/a-61601615" target="_blank" rel="noopener noreferrer">concluiu a venda</a> para a empresa indiana Vulcan Minerals por cerca de 235 milhões de euros. Hoje, o temor de um ano e meio atrás vem se confirmar no dia a dia das famílias de Moatize, que continuam sofrendo com os mesmos impactos causados pela exploração do carvão, e sem qualquer resposta da Vale, da indiana Vulcan e nem do governo de Moçambique.</p> <p>No episódio #16 do podcast <strong>Vozes que Vale(m)!</strong> entrevistamos Samito Farias Tomocene e Jamal Eugénio Esteves, moradores de Moatize e membros da <a href="https://www.facebook.com/autchessa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Associação Utchessa</a>, sobre os desafios impostos pela empresa Vulcan na esteira das violações inauguradas pela Vale.</p> <p> </p>
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